quarta-feira, 18 de maio de 2016
NA VANGUARDA DA EDUCAÇÃO
Nos últimos anos, um tema invadiu a agenda de professores, orientadores, diretores, secretários e ministros da Educação: renovar a escola, o que para muitos significa reinventá-la. Reforma passou a ser a palavra de ordem, principalmente na América Latina e na Europa. Os debates, além de deixar claro que a mudança é mesmo necessária, serviram para jogar luz sobre pesquisadores que vêm se dedicando a buscar caminhos para adaptar a realidade escolar aos novos tempos. No Brasil, seis nomes ganharam especial destaque: o francês Edgar Morin, o suíço Philippe Perrenoud, os espanhóis César Coll e Fernando Hernández, o português António Nóvoa e o colombiano Bernardo Toro. Mas você sabe que teorias e ideias eles defendem?
Em comum, todos são "autores de sucesso". Seu prestígio reside, em boa parte, nos livros publicados sobre temas pontuais. Diferentemente dos grandes papas da educação, como Jean Piaget, Paulo Freire ou Emilia Ferreiro, esses autores de vanguarda não têm a pretensão de fazer descobertas geniais. O "negócio" deles é reprocessar ideias já largamente difundidas (e aceitas) e apresentá-las numa linguagem fácil, objetiva e coerente com as necessidades atuais.
Coll, por exemplo, partiu das idéias de Piaget para escrever sobre currículo. Perrenoud desenvolveu o conceito de competências - que o tornou um fenômeno editorial - depois de estudar, entre outros, os ensinamentos de Freire. Toro ganhou fama ao definir as sete bases sobre as quais todo estudante deve construir não só o aprendizado, mas a vida. Morin, o mais idoso da turma, vem há algumas décadas aprimorando a chamada teoria da complexidade. Nóvoa dedica-se a bater na tecla da formação profissional. E Hernández mesclou várias teorias para difundir os benefícios de se trabalhar com projetos didáticos. Eles tem enorme capacidade de síntese.
Construir Competências desde a escola
Philippe Perrenoud é doutor em Sociologia e Antropologia, tem 59 anos. Atua nas áreas relacionadas à currículo, práticas pedagógicas e instituições de formação nas faculdades de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Genebra. Apesar de atuar nestas áreas, o autor não é um Pedagogo de formação.
Para o autor, o sucesso e o fracasso escolar não são dependências únicas do ambiente escolar. Na sua visão, cada aprendizado deve ter como objetivo preparar os alunos para etapas subsequentes do currículo escolar, tornando o aluno capaz de mobilizar suas aquisições escolares fora da escola, tornando qualquer ambiente, um ambiente pedagógico, independentemente de quaisquer situações.
Aliado a isso, o problema da transposição didática ou de construção de competências, vem como uma proposta norteadora para o desenvolvimento significativo do potencial dos alunos em ambientes dentro e fora da escola.
Perrenoud questiona o objetivo da ida do aluno à escola: Esta deve ser fundamentada na mera aquisição de conhecimento ou no desenvolvimento de competências? A seguir, há a definição de competência como sendo a capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimento, mas sem limitar-se a ele. Enfoca que o mundo do trabalho apoia-se na noção de competência e que a escola deve seguir estes passos com o intuito de modernizar-se e se inserir na corrente dos valores da economia de mercado,
Em suas obras, o conceito de competência é salientado enfocando que não há uma definição clara e objetiva do que seja competência. Segundo o autor, existem três aspectos do que pode vir a ser uma competência onde, em um dos casos, cita – se a questão pertinente à competência e desempenho, onde este é um indicador direto daquele. Trata ainda que os hábitos são esquemas simples e rígidos, mas nem todo esquema é um hábito. Perrenoud menciona, ainda, que o sucesso depende de uma capacidade geral de adaptação e discernimento, comumente considerada como inteligência natural do individuo.
Frequentemente o autor faz uma interligação entre competência e os programas escolares, iniciando a discussão afirmando que toda competência está ligada, fundamentalmente, à uma prática social de alta complexidade. Após esta afirmação, questiona-se como se pode detectar uma competência. Segundo o autor, alguns se preocupam com a inserção de ensino por competências pelo fato de acreditarem que todas as disciplinas seriam trabalhadas, na maioria dos casos, com base em formações pluri1, inter2 e transdisciplinar3.
Para o autor, quando alguns professores aceitam a ideia de competência, podem sentir – se, pelo menos inicialmente, encarregados de dar conhecimentos básicos aos seus alunos, pensando que, antes de mobilizá – los em determinada situação, devem prestar – lhes informações básicas e metódicas no “texto do saber”. Neste capítulo é iniciada uma discursão acerca da transposição didática4, como ferramental de trabalho.
Enfim, Perrenoud faz propostas diretrizes norteadoras para a implementação do processo de ensino e aprendizagem por competências. São elas: Reconstruir a transposição didática, Atenuar as divisões entre as disciplinas, Romper o círculo fechado do currículo, criar novas formas de avaliar, reconhecer o fracasso, diferenciar o ensino e transformar a formação docente.
EDGAR MORIN
O pensador e sociólogo francês Edgar Morin elaborou, em sua obra, profundas reflexões sobre educação. O Homo Sapiens, como ele gosta de se referir ao ser humano, é um fruto da vida natural e da cultura; seguindo esta linha de raciocínio, ele encontra uma forma de construir a Educação dos tempos futuros, embora ela pareça ainda estar tão vinculada ao passado, principalmente ao fragmentar o conhecimento.
Morin defende o pensamento integral, pois ele permite ao homem concretizar uma meditação mais pontual; a pedagogia atua, porém, com seu radical fracionamento do saber, e leva o indivíduo a entender o universo em que vive de forma facciosa, sem conexão com o universal. Assim, rompe-se qualquer interação entre local e global, o que proporciona uma resolução das questões existenciais completamente desvinculadas da contextura em que elas estão situadas.
Estes debates estão inseridos na teoria da complexidade deste educador, a qual preconiza que o pensamento complexo permite abarcar a uniformidade e a variedade contidas na totalidade, ao contrário da tendência do ser humano a simplificar tudo. Ele afirma a importância do ponto de vista integral, embora não descarte o valor das especialidades.
Edgar Morin percebe a classe escolar como uma entidade complexa, que engloba uma variedade de disposições, estratos sócio-econômicos, emoções e culturas, portanto, ele a vê como um local impregnado de heterogeneidade. Assim, ele considera ser este o espaço perfeito para se dar início a uma transformação dos paradigmas, da maneira convencional de se pensar o ambiente escolar. É preciso que este contexto tenha um profundo significado para os alunos.
O caminho indicado por Morin é o da visão que se retira do âmbito estreito da disciplina, compreende o contexto e adquire o poder de encontrar a conexão com a existência. É preciso romper com a fragmentação do conhecimento em campos restritos, no interior dos quais se privilegiam determinados teores, e também eliminar a estrutura hierárquica vigente entre as disciplinas. Reformar esta tradição requer um esforço complexo, uma vez que esta mentalidade foi desenvolvida ao longo de inúmeras décadas.
Neste empenho para mudar a tradição educacional, Morin estabelece igualmente os sete saberes, indispensáveis na edificação do futuro da educação. O primeiro é sobre as cegueiras do conhecimento – o erro e a ilusão: deve-se valorizar o erro enquanto instrumento de aprendizagem, pois não se conhece algo sem primeiro cair nos equívocos ou nas ilusões.
O segundo saber se relaciona ao conhecimento próprio, a unir os mais diversos campos do conhecimento para combater a fragmentação; assim, a educação deve deixar a contextura, o universal, as diversas dimensões do ser humano e da sociedade, e a estrutura complexas bem claras.
O terceiro saber é ensinar a condição humana, transmitir ao aluno que o Homem é um ser multidimensional. Assim, a pedagogia do amanhã necessita, antes de tudo, privilegiar a compreensão da natureza do ser humano, ele também um indivíduo fragmentado. A identidade terrena também deve ser prioridade, preconiza o quarto saber, pois é fundamental conhecer o lugar no qual se habita, suas necessidades de sustentabilidade, a variedade inventiva, os novos implementos tecnológicos, os problemas sociais e econômicos que ela abriga.
O quinto saber indica a urgência de enfrentar as incertezas, que parte da certeza da existência de dúvidas na trajetória humana, pois, apesar de todo o progresso da Humanidade, não é possível, ainda, predizer o futuro, uma região nada previsível, a qual desafia constantemente o Homem.
O sexto saber defende que se deve ensinar a compreensão, fator indispensável na interação humana; ela deve ser instaurada em todos os campos de ação do cotidiano escolar. O sétimo saber é a ética do gênero humano, correspondente à antropo-ética, a qual defende que não devemos querer para outrem aquilo que não desejamos para nós mesmos, como já pregava Jesus Cristo.
CÉSAR COLL
Biografia: professor de Psicologia Evolutiva e da Educação na Faculdade de Psicologia da Universidade de Barcelona. Foi um dos principais coordenadores da reforma educacional espanhola e consultor do MEC na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais, aqui no Brasil. Escreveu Psicologia e Currículo (Ed. Ática), Ensino, Aprendizagem e Discurso em Sala de Aula, (Ed. Artmed).
O que ele diz: a preparação de um currículo precisa satisfazer todos os níveis da escola. O que importa é o que o aluno efetivamente aprende não o conteúdo transmitido pelo professor.
Um alerta: o bom funcionamento de um currículo depende não só do professor, mas também dos alunos, pais, funcionários, coordenadores e diretores.
Logo nos primeiros debates sobre a reforma educacional brasileira, em meados dos anos 1990, ficou decidido que o modelo para as mudanças seria o implementado na Espanha sob a coordenação de César Coll Salvador, da Universidade de Barcelona. Das discussões no MEC, das quais Coll participou como assessor técnico, surgiram os Parâmetros Curriculares Nacionais. Desde então, as idéias desse pensador, que já haviam chamado a atenção de algumas escolas de São Paulo, passaram a influenciar toda a nossa rede de ensino.
A principal delas é a necessidade de um plano curricular que satisfaça, de forma articulada, todos os níveis do funcionamento de uma escola – e foi divulgada pela primeira vez no livro Psicologia e Currículo. Segundo Coll, não se pode separar o que cabe ao professor – as aulas – do que é responsabilidade dos alunos – o conhecimento prévio e a atividade. A família e outras instituições que fazem parte desse universo também precisam se fazer presentes. “Para que a criança atinja os objetivos finais de cada unidade didática, temos antes de identificar os fatos, conceitos e princípios que serão propostos; os procedimentos a considerar e os valores, normas e atitudes indispensáveis”, afirma. Não é tarefa fácil. Por isso, ele destaca que, em muitos casos, os profissionais dependem de uma formação melhor antes de assumi-la.
“Seu maior mérito é o de reunir de forma harmônica idéias consagradas de grandes teóricos”, diz Zélia Cavalcanti, que trabalha na Escola da Vila, em São Paulo, e organizou o primeiro seminário do espanhol em nosso país. Inspirado em Jean Piaget, Coll orienta todo seu pensamento numa concepção construtivista de ensino-aprendizagem. A prioridade é o que aluno aprende, não o que o professor ensina. “Ou seja, o foco principal sai dos conteúdos para a maneira de passar a informação de forma a garantir que ocorra a aprendizagem”, explica Zélia.
Em entrevistas e palestras, Coll sempre enfatiza a importância de contextualizar esse novo currículo. “Se o conteúdo trabalhado tiver relação com a vida do aluno, o êxito será maior”, ensina Sylvia Gouvêa, do Conselho Nacional de Educação. O filme Nenhum a Menos, do diretor chinês Zhang Yimou, apresenta algumas cenas bem emblemáticas. Bagunceiros e sem atenção enquanto a professora só copia a matéria no quadro-negro, os estudantes mudam de comportamento quando desafiados a resolver um problema real. Na história, ambientada na área rural da China, todos calculam quantas pilhas de tijolos são necessárias para obter o dinheiro necessário para comprar uma passagem de ônibus até a cidade.
O novo currículo proposto por Coll contempla ainda os temas transversais, que devem estar presentes em todas as disciplinas e séries da Educação Básica. O ideal, acredita ele, é que aulas e explicações sobre saúde, sexualidade ou meio ambiente estejam totalmente integradas ao dia-a-dia. Pode parecer complexo, mas é simples. Basta colocar as conversas sobre alimentação saudável, reciclagem, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a importância do saneamento básico, entre tantos assuntos, na pauta de todos os professores.
FERNANDO HERNÁNDEZ
Biografia: doutor em Psicologia e professor de História da Educação Artística e Psicologia da Arte na Universidade de Barcelona. Tem 50 anos e há 20 se dedica a lutar pela inserção dos projetos didáticos na escola. Escreveu Transgressão e Mudança na Educação (Ed. Artmed).
O que ele diz: a organização do currículo deve ser feita por projetos de trabalho, com atuação conjunta de alunos e professores. As diferentes fases e atividades que compõem um projeto ajudam os estudantes a desenvolver a consciência sobre o próprio processo de aprendizagem.
Um alerta: todo projeto precisa estar relacionado com os conteúdos, para não perder o foco. Além disso, é fundamental estabelecer limites e metas para a conclusão do trabalho.
Reorganizar o currículo por projetos, em vez das tradicionais disciplinas. Essa é a principal proposta do educador espanhol Fernando Hernández. Ele se baseia nas idéias de John Dewey (1859-1952), filósofo e pedagogo norte-americano que defendia a relação da vida com a sociedade, dos meios com os fins e da teoria com a prática. Hernández põe em xeque a forma atual de ensinar. “Comecei a me questionar em 1982, quando uma colega me apresentou a um grupo de docentes”, lembra. “Eles não sabiam se os alunos estavam de fato aprendendo. Trabalhei durante cinco anos com os colegas e, para responder a essa inquietação, descobrimos que o melhor jeito é organizar o currículo por projetos didáticos.”
O modelo propõe que o docente abandone o papel de “transmissor de conteúdos” para se transformar num pesquisador. O aluno, por sua vez, passa de receptor passivo a sujeito do processo. É importante entender que não há um método a seguir, mas uma série de condições a respeitar. O primeiro passo é determinar um assunto – a escolha pode ser feita partindo de uma sugestão do mestre ou da garotada. “Todas as coisas podem ser ensinadas por meio de projetos, basta que se tenha uma dúvida inicial e que se comece a pesquisar e buscar evidências sobre o assunto”, diz Hernández.
Cabe ao educador saber aonde quer chegar. “Estabelecer um objetivo e exigir que as metas sejam cumpridas, esse é o nosso papel”, afirma Josca Ailine Baroukh, assistente de coordenação da assessoria pedagógica da Escola Vera Cruz, em São Paulo. Por isso, Hernández alerta que não basta o tema ser “do gosto” dos alunos. Se não despertar a curiosidade por novos conhecimentos, nada feito. “Se fosse esse o caso, ligaríamos a televisão num canal de desenhos animados”, explica. Por isso, uma etapa importante é a de levantamento de dúvidas e definição de objetivos de aprendizagem.
O projeto avança à medida que as perguntas são respondidas e o ideal é fazer anotações para comparar erros e acertos – isso vale para alunos e professores porque facilita a tomada de decisões. Todo o trabalho deve estar alicerçado nos conteúdos pré-definidos pela escola e pode (ou não) ser interdisciplinar. Antes, defina os problemas a resolver. Depois, escolha a(s) disciplina(s). Nunca o inverso. A conclusão pode ser uma exposição, um relatório ou qualquer outra forma de expressão. Para Cristina Cabral, supervisora escolar da rede pública, a proposta é excelente, mas é preciso tomar cuidado porque nada acontece por acaso. “O tratamento didático é essencial ao longo do processo”, destaca.
É importante ainda frisar que há muitas maneiras de garantir a aprendizagem. Os projetos são apenas uma delas. “É bom e é necessário que os estudantes tenham aulas expositivas, participem de seminários, trabalhem em grupos e individualmente, ou seja, estudem em diferentes situações”, explica Hernández. Vera Grellet, psicóloga e coordenadora de projetos da Rede ensinar, concorda. “O currículo tradicional afasta as crianças do mundo real. A proposta dele promove essa aproximação, com excelentes resultados.”
BERNARDO TORO
A busca pelo modelo de educação ideal tem gerado fortes debates e encontrado várias respostas antes ocultas no calabouço do desconhecimento. Porém, mesmo com tantas descobertas e avanços, o processo de atualização constante da sociedade acaba impossibilitando a concepção de um modelo de educação tão funcional que permita abolir as mazelas sociais e fazer vigorar um modelo de sociedade harmônica e unitária na reunião de todos os seus indivíduos.
Um dos aspectos amplamente discutido atualmente nos debates da educação é a função social da escola em plena a sociedade do conhecimento, do desenvolvimento científico-tecnológico e de todo o processo de globalização. É por esse tema que enveredamos no caminho um tanto desconhecido, mas, ao mesmo tempo, iluminado pelas ideias do colombiano Bernardo Toro, que apontou as Sete Competências que a escola deve desenvolver para atender as demandas da sociedade moderna.
Os Códigos da Modernidade e as Competências da Escola Moderna Segundo a Visão de Bernardo Toro
Competência I: domínio da leitura e da escrita
A sociedade moderna não admite mais do indivíduo o simples ato de ler despido da boa compreensão do que está sendo lido. A boa leitura é aquela da qual conseguimos absorver o máximo de informações possíveis sobre o assunto lido. Além da compreensão, ainda fala-se em interpretação do texto em estudo. Isso significa buscar as ideias que estão além do texto, num processo de inferência a partir das linhas escritas. O leitor moderno deverá, então, ser capaz não só de ler, mas também de compreender e interpretar o que está sendo lido.
Da mesma forma importante é a escrita. Hoje se sabe que a boa escrita emana da boa leitura, pois à medida que lemos o nosso vocabulário se multiplica, visualizamos estruturas gramaticais já postas em prática, compreendemos a correta escrita das palavras e as suas devidas aplicações nos diversos contextos. A correta escrita proporciona uma comunicação infalível, livre de falhas interpretativas, sendo, portanto, fundamental ferramenta de interação entre os seres sociais.
Competência II: capacidade de fazer cálculos e resolver problemas
Se antes bastava ao aluno saber resolver exercícios técnicos de matemática, agora essa concepção se estende à resolução de cálculos melhores elaborados, que exigem o desenvolvimento e uso do raciocínio lógico-matemático. O raciocínio lógico é o meio pelo qual se interpreta os dados de determinado problema e conclui sobre a ferramenta adequada àquele contexto. O cálculo será a etapa final de todo um processo de extração de dados, organização e interpretação de um determinado problema. Portanto, a escola deverá despertar a competência em seus alunos da resolução de problemas, mediada pelo raciocínio lógico e executada pelo conhecimento técnico do cálculo matemático.
Competência III: capacidade de analisar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações
Essa capacidade exigida do aluno está fortemente ligada à Estatística, ramo da matemática que lida com a organização e interpretação de dados. Percebe-se essa ideia se alastrando cada vez mais nos livros didáticos. A maioria dos livros atualizados de matemática valorizam bastante os conhecimentos sobre a Estatística e trazem curtos, médios e longos textos para que o aluno possa ser capaz de lê-los, interpretá-los, selecionar os principais dados neles contidos, organizá-los em tabelas e gráficos e poder, por fim, discutir sobre eles com propriedade e conhecimento pleno.
Competência IV: capacidade de compreender e atuar em seu entorno social
Um dos principais objetivos da educação contemporânea é formar a consciência do indivíduo para compreender o meio no qual ele está inserido e promover ações que modifique esse meio, caso seja necessário. O que se está buscando é a transformação de paradigmas que danifiquem a estrutura social em modelos que façam a humanidade progredir respeitando o planeta e cada manifestação da natureza. A convivência social saudável levará a harmonia e o sucesso coletivo, bem como à felicidade comum.
Competência V: receber criticamente os meios de comunicação
É altamente importante e necessária essa contribuição do educador e pensador colombiano, visto que o poder de influência da mídia cresce ilimitadamente. O que vemos são pessoas completamente movidas pelas promessas fantasiosas anunciadas pelos meios de comunicação, que por sua vez funciona como um militante do capitalismo exacerbado. A escola deverá atuar na formação do pensamento crítico e reflexivo sobre os meios de comunicação, de maneira que essas informações possam ser analisadas, debatidas e criticadas, buscando as ideias reais que se escondem por trás da roupagem explícita. O grande paradoxo da humanidade é ser livre por direito universal, mas ao mesmo tempo escrava de suas próprias escolhas.
Competência VI: capacidade de localizar, acessar e usar melhor a informação
O que vemos nos manuais de ensino atuais é um forte trabalho que visa o cumprimento dessa indicação de Toro. Nunca se viu tamanha dedicação à defesa do trabalho da estatística como no momento atual. Isso é justo, pois se vivemos no mundo da informação democrática e gratuita, se pregamos a criticidade sobre os processos de comunicação, nada mais justo que saber localizar essa informação, usar o direito de acessá-la livre e gratuitamente e tentar utilizá-la em nosso favor e em favor do coletivo.
Competência VII: capacidade de planejar, trabalhar e decidir em grupo
Essa competência, com certeza, é o foco da educação moderna: trabalhar a socialização, a interação, o compartilhamento entre os indivíduos. O trabalho realizado por meio de parcerias torna-se menos complexo, cansativo e com menor chance de erro. Além do mais, se idealizamos uma sociedade justa e igualitária, nada podemos pensar senão no desenvolvimento de projetos coletivos, no qual os indivíduos exibam as suas ideias, defendam o seu ponto de vista, contribua com as suas habilidades, porém, o produto final deverá ser a decisão coletiva, respeitados os direitos e opiniões de cada um.
ANTÔNIO NÓVOA
Ele questiona os modelos que temos hoje no mundo escolar e julga boa parte deles ultrapassada. Propõe repensar os cursos de formação inicial e continuada dizendo que, realizados fora da escola e abordando conteúdos distantes da prática, eles não têm muita utilidade. Chama a atenção para um esquema que proporcione aos docentes uma experiência semelhante à residência médica a fim de que eles tenham um tempo supervisionado para aprender a ensinar.
Dono de um pensamento crítico apurado e atento aos problemas contemporâneos que incomodam o mundo da Educação - e resvalam na sociedade como um todo -, António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa e doutor em Educação pela Universidade de Genebra, reconhece que, atualmente, a escola é uma instituição frágil e sobrecarregada.
Ainda assim, ele pede fôlego, comprometimento e empenho de todos os educadores para elaborar uma nova revolução na área, já que as últimas grandes mudanças ocorreram há 100 anos e estão desatualizadas. Dentre muitas fontes para a tarefa, indica as novidades apresentadas pela Neurociência.
Em visita ao Brasil, Nóvoa palestrou para a equipe de NOVA ESCOLA e respondeu a várias questões. As principais delas, você confere na entrevista a seguir.
Há algum tempo, diz-se que a Educação tem a missão de salvar o mundo. Os educadores reclamam dessa responsabilidade. Eles têm razão?
ANTÓNIO NÓVOA Sim. Há uma espécie de valorização retórica dos professores. Pede-se de tudo a eles. Quem vai salvar o mundo? Quem vai assegurar o desenvolvimento de todos? Quem vai garantir o progresso? Para todas essas questões, a resposta é sempre a mesma, a Educação. Algumas instituições parecem caminhões enormes carregando toneladas, mas eles têm rodinhas de bicicleta no lugar de pneus grandes. A Educação assumiu muitas tarefas. É o fenômeno da escola transbordante. Alguém necessita fazer essas tarefas enquanto ninguém as quer e a escola tem de dar conta delas. Mas uma coisa é dizer que todas são missão da escola e outra é compreender que a instituição precisa cumpri-las enquanto outras esferas da sociedade não estiverem fortes. Quando isso ocorrer, teremos um compartilhamento que chamo de espaço público da Educação.
Como construir esse lugar?
NÓVOA No espaço público da Educação, a escola não está sozinha. Há outras instituições. Elas também têm responsabilidades educativas, culturais e científicas, entre outras. Temos de traçar um caminho de responsabilização visando essas esferas. Para isso, a sociedade precisa se arrumar de outra maneira, sem fazer de conta que crianças e adolescentes não são um problema, já que entre 8 da manhã e 6 da tarde estão quietos em um lugar, sob a supervisão de adultos.
No Brasil, o estágio docente é obrigatório, mas o modelo é falho, não contribui com a melhora da prática. Como resolver esse problema?
NÓVOA Jovens professores são deixados sem acompanhamento, sem apoio e sem controle. O adequado seria que ganhassem autonomia profissional aos poucos. Os mais experientes, desde que capazes, competentes e inovadores, deveriam ter um papel maior na formação dos novatos. Conheço um modelo que gostaria de ver replicado: o Centro Acadêmico de Medicina, da Universidade de Lisboa. Ele é formado por três instituições que estavam articuladas: a faculdade de Medicina, o centro de pesquisa e o hospital. As tarefas que competem a ele são ligadas à formação médica, à pesquisa e aos cuidados de saúde. Lá existem perfis variados de profissionais, uma maneira de assegurar que a ligação entre pesquisa, formação e profissão seja coerente. Vejo alguns problemas para isso se tornar realidade entre os professores. Um deles é o desprestígio da carreira e o outro o distanciamento salarial entre o educador que lida com crianças e jovens e o que leciona na universidade.
Para tentar resolver falhas da formação inicial, projetos de formação continuada têm crescido muito nos últimos tempos. Esse tipo de investimento vale a pena?
NÓVOA Cursos, seminários e outras coisas do gênero nem sempre melhoram o desenvolvimento profissional no que diz respeito à prática nas escolas. Não estou dizendo que eles sejam inúteis, mas é como fazer um mestrado: é positivo, dá prestígio, mas não faz um professor ser melhor. Nada indica, por si só, que o mestre em Educação seja melhor que o colega que não tem o título. O lugar da formação continuada é a escola. É um momento reflexivo, centrado em casos reais, para a construção de práticas pedagógicas.
Fonte:
- http://educarparacrescer.abril.com.br/
- http://www.infoescola.com/
Transtorno de Déficit de Atenção, Hiperatividade: Como trabalhar em sala de aula.
1.1 – Conhecendo o Transtorno
Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio apresentado pela criança identificado como uma linguagem corporal diferente e um comportamento inadequado.Algumas características são: a desatenção, agitação, excesso de atividade, emotividade, impulsividade e baixo limiar de frustração que afetam a integração da criança com todo o seu mundo: em casa, na escola e na comunidade em geral (Goldstein, 1994). É um distúrbio de interação, sendo que seu diagnóstico é difícil e complexo. Pelo lado científico, o TDAH tem maior probabilidade de desenvolverem-se nos meninos, pois eles representam maiores níveis de atividade, sendo representados em torno de 90%. No entanto, meninos e meninas podem apresentar problemas iguais como resultados de hiperatividade.
Dois tipos de hiperatividade são encontrados nas crianças;
• Desatenta agitada e não impulsiva
• Desatenta agitada e impulsiva
Uma pesquisa realizada por Goldstein,(1994) conclui-se que aproximadamente 20 a 30% das crianças com TDAH podem ter problemas de desatenção sem problemas significativos de excesso de atividade ou impulsividade, ainda, tais crianças têm maior probabilidade de desenvolver depressão de ansiedade, de comportamento perturbador e um desempenho escolar mais fraco tendo maior dificuldade de aprendizagem.
O diagnóstico não é feito apenas por um questionário e sim por vários testes e por etapas levando o profissional capacitado a chegar à conclusão se a criança é hiperativa.
Devem-se pesquisar as causas específicas do TDAH podendo ser: hipertireoidismo oxiurose (verminose), apnéia do sono (suspensão de respiração), anemia por falta de ferro, efeitos colaterais de medicamentos e drogas antialérgicas. Lembrando que a maioria das crianças com esse transtorno não apresentam esses problemas .
Para a apresentação de um diagnostico é preciso à coleta e observação de oito tipos de informação, sendo eles:
• Histórico - é um relato de desenvolvimento da criança e da própria família, incluindo métodos usados para impor disciplina, sinais precoces de temperamento difícil, lembranças dos pais sobre acontecimentos da vida da criança. Nesta etapa se enquadram principalmente as crianças na faixa etária dos três anos. No entanto é importante ressaltar que não se pode classificar a criança como hiperativa apenas por esse fator.
• Inteligência - Goldstein (1994), coloca que inteligência seja o conjunto de aptidões e habilidades que predizem até que ponto um indivíduo pode atuar bem em várias situações(pag.42). Crianças com inteligência abaixo da média ficam provavelmente mais frustradas pelas exigências cada vez maiores impostas pela escola e pela vida. Daí uma maior probabilidade de apresentarem problemas de hiperatividade, como resultado de uma frustração e não de uma dificuldade temperamental.
• Personalidade e desempenho emocional – uma avaliação completa da hiperatividade precisa conter dados sobre o funcionamento emocional da criança e sua personalidade atual. Algumas crianças hiperativas são conscientes de seu problema, porém não todas. Nesse caso, a avaliação se utiliza uma série de questionários padronizados que avalia depressão, ansiedade e personalidade. As crianças respondem a tal questionário e suas respostas são comparadas com as de crianças normais, sendo que essa avaliação inclui uma entrevista com a criança.
• Desempenhos escolares- cerca de 20 a 30% das crianças hiperativas apresentam alguma deficiência em habilidades específicas, que interferem na sua capacidade de aprender, por isso, elas necessitam de uma educação direita e especial. Um dado importante ressaltado pelo autor é de que bem provavelmente tratamentos para a hiperatividade não têm muito efeito sobre aquilo que tais crianças aprendem.
• Amigos - A avaliação dos amigos e das capacidades sociais da criança é, geralmente, obtida por meio de entrevistas com pais e professores,questionários, e uma entrevista com a criança.
• Disciplina e comportamento em casa - A forma como os pais interagem com a criança é um fator que determina o nível de gravidade dos problemas que a criança hiperativa possa ter em casa. É importante a observação da criança em diferentes ambientes, pois há uma probabilidade de que os sintomas da hiperatividade sejam indicadores de outras dificuldades que a criança possa ter.
• Comportamento em sala de aula - Nesse caso é importantíssima a percepção e observação do professor sobre a capacidade da criança seguir regras e limites e respeitar a autoridade na sala de aula. Há crianças que se tornam cada vez mais desatentas e isoladas. Outras adotam um comportamento típico de oposição e de desafio, ou então, tornam palhaços da sala de aula. Cuidadosamente é necessário considerar tudo o que é observado, para verificar se os sintomas podem refletir algum outro tipo de distúrbio emocional, de aprendizagem ou clínico da criança.
• Consulta medica - Como já citado o diagnostico clínico é essencial no processo de avaliação da criança.
Para uma avaliação esses dados são importantes, são de diferentes áreas sendo possível chegar a uma conclusão, que deverá ser apresentada com cuidado aos pais, para que não se revoltem e deixem de entender qual a dificuldade que seu filho está passando e devem ser apresentadas informações para que os mesmos saibam trabalhar com o transtorno.
Como deve ocorrer a prendizagem do portador de síndrome de down.
O portador de Síndrome de Down possui certa dificuldade de aprendizagem que na grande maioria dos casos são dificuldades generalizadas, que afetam todas as capacidades: linguagem, autonomia, motricidade e integração social. Estas podem se manifestar em maior ou menor grau.
A criança com Síndrome de Down tem idade cronológica diferente de idade funcional, desta forma não devemos esperar uma resposta idêntica à respostas da “normais”, que não apresentam alterações de aprendizagem.
A prontidão para aprendizagem depende da complexa integração dos processos neurológicos e da harmoniosa evolução de funções especificas como linguagem, percepção, esquema corporal, orientação temporo-espacial e lateralidade.
Crianças espécies como portadores de Síndrome de Down, não desenvolvem estratégias espontâneas e este e um fato que deve ser considerado em seu processo de aquisição de aprendizagem, já que esta terá muitas dificuldades em resolver problemas e encontrar soluções sozinhas.
Do ponto de vista motor, hipercinesias associada à falta de iniciativa e espontaneidade ou hipercinesias e desinibição são freqüentes. Estes padrões debies também interferem a aprendizagem, pois o desenvolvimento psicomotor e a base da aprendizagem.
É fato que o professor deve considerar o aluno como uma pessoa inteligente que têm vontades próprias e afetividades, e estas devem ser respeitadas, pois o aluno não e apenas um ser que aprende.
O ensino das crianças especiais devem ocorrer de forma sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, o ensino não deve ser teórico e metódico e sim de forma agradável e que desperte interesse na criança.
O atendimento a criança com síndrome de Down deve ocorrer de forma gradual, pois estas crianças não conseguem absorver grandes números de informações. Também não devem apresentar a criança Down informações isoladas ou mecanicistas, de forma que aprendizagem deve ocorrer de forma facilitada, através de momentos prazerosos.
As atividades devem ser centradas em coisas concretas, que devem ser manuseadas pelos alunos.
As experiências devem ser adquiridas no ambiente do próprio aluno.
Situações que possam provocar estresse ou venham ser traumatizantes devem ser evitadas.
A criança deve ser respeitada em todos os aspectos de sua personalidade.
A família da criança deve participar do processo intelectivo.
Alguns pontos devem ser considerados quanto à educação do portador da síndrome de down:
• Estruturar seu auto-conhecimento.
• Desenvolver seu campo perceptivo.
• Desenvolver a compreensão da realidade
• Desenvolver a capacidade de expressão
• Progredir satisfatoriamente em desenvolvimento físico
• Adquirir hábitos de bom relacionamento
• Trabalhar cooperativamente
• Adquirir destreza com materiais de uso diário
• Atuar em situações do dia a dia
• Adquirir conceitos de forma, quantidade, tamanho espaço tempo e ordem
• Familiarizar-se com recursos da comunidade onde vive
• Conhecer a aplicar regras básicas de segurança física
• Desenvolver interesses, habilidades e destrezas que oriente em atividades profissionais futuras.
• Ler interpretar textos expressos em frases diretas.
• Desenvolver habilidades e adquiri conhecimentos práticos que levem a descobrir valores que favoreçam seu comportamento no lar, na escola e na comunidade.
Até o momento não há cura. A Síndrome de Down é uma anomalia das próprias células, não existindo drogas, vacinas, remédios, escolas ou técnicas milagrosas para curá-la.
Com os portadores da Síndrome de Down deverão ser desenvolvidos programas de estimulação precoce que propiciem seu desenvolvimento motor e intelectual, iniciando-se com 15 dias após o nascimento.
Como qualquer outra criança, a criança com Síndrome de Down é um produto de sua herança genética, sua cultura e seu ambiente influenciado por pessoas e eventos. Ao entrar na escola, as crianças se encontram em pleno processo de desenvolvimento e crescimento, de acordo com suas próprias capacidades de maturação e desempenho. Para muitas crianças com Síndrome de Down, o inicio da escola (jardim de infância) abre um mundo totalmente novo. Para outros que já freqüentam a pré-escola, a adaptação não é marcante.
Durante os primeiros dias de aula, tanto pais quanto professores tem a responsabilidade de ajudar a criança a se adaptar a acomodar-se ao ambiente escolar. O sucesso de seus esforços dependerá grandemente das experiências prévias em casa durante os anos anteriores ou a vivência na pré-escola. As crianças que forem encorajadas a explorar seu mundo com liberdade, mas em segurança, e que puderam ampliar o raio de suas atividades geralmente têm pouca dificuldade para conseguir uma adaptação tranqüila da casa para a escola. Encorajar as tentativas das crianças em direção à independência representará um preparo para estar longe da casa durante uma boa parte do dia. “A escola está pronta para receber a criança?”. Como muitas das funções de desenvolvimentos esperadas geralmente das crianças “normais” não são observadas em crianças com síndrome de Down, será preciso que o programa educacional adapte-se às suas habilidades e necessidades especiais.
O que é Responsabilidade Social?
A responsabilidade social é quando empresas, de forma voluntária, adotam posturas, comportamentos e ações que promovam o bem-estar dos seus públicos interno e externo. É uma prática voluntária, pois não deve ser confundida exclusivamente por ações compulsórias impostas pelo governo ou por quaisquer incentivos externos (como fiscais, por exemplo). O conceito, nessa visão, envolve o beneficio da coletividade, seja ela relativa ao público interno (funcionários, acionistas, etc) ou atores externos (comunidade, parceiros, meio ambiente, etc.). Com o passar do tempo, tal concepção originou algumas variantes ou nuances. Assim, conceitos novos – muitas vezes complementares, distintos ou redundantes – são usados para definir responsabilidade social, entre eles Responsabilidade Social Corporativa (RSC), Responsabilidade Social Empresarial (RSE) e Responsabilidade Social Ambiental (RSA).A chamada RSC é, na maioria dos casos, conceito usado na literatura especializada sobretudo para empresas, principalmente de grande porte, com preocupações sociais voltadas ao seu ambiente de negócios ou ao seu quadro de funcionários. O conceito de RSE, ainda que muitos vejam como sinônimo de RSC tende a envolver um espectro mais amplo de beneficiários (stakeholders), envolvendo aí a qualidade de vida e bem estar do público interno da empresa, mas também a redução de impactos negativos de sua atividade na comunidade e meio ambiente. Na maioria das vezes tais ações são acompanhadas pela adoção de uma mudança comportamental e de gestão que envolve maior transparência, ética e valores na relação com seus parceiros. Por fim, o conceito de Responsabilidade Social Ambiental (RSA), talvez mais atual e abrangente, ilustra não apenas o compromisso de empresas com pessoas e valores humanos, mas também preocupações genuínas com o meio ambiente. Independentemente de que linha ou conceituação utilizar, fica evidente que empresas variam bastante – o que muitas vezes é natural e reflete sua vocação como negócio – na prioridade a ser dada a questões socioambientais, às vezes focando em certos públicos em detrimento de outras ações sociais igualmente relevantes.
Críticas em relação ao papel das empresas na responsabilidade social
É importante frisar que o conceito não deve ser confundido com filantropia ou simples assistência social. Aqui, na lógica do “é melhor ensinar a pescar, do que dar o peixe”, entende-se responsabilidade social como um processo contínuo e de melhoria da empresa na sua relação com seus funcionários, comunidades e parceiros. Não há viés assistencialista uma vez que há uma lógica embutida de desenvolvimento sustentável e crescimento responsável. A maior parte das empresas que adotam postura socialmente responsáveis auferem um crescimento mais sustentável, ganhos de imagem e visibilidade e são menos propícias a litígios ou problemas judiciais.
Apesar disso, não são poucos os críticos ou céticos desse movimento, que ganhou força principalmente nos anos 70 e 80 após uma série de escândalos de imagem e uma sucessão de problemas corporativos num ambiente de capitalismo predatório e desumanizado. Um dos maiores críticos a esse engajamento crescente das empresas em causas sociais foi o economista Milton Friedman o qual sempre defendeu que o propósito de qualquer empresa é a “maximização do lucro” e geração de empregos, não devendo, portanto substituir atribuições do Estado. Se, é bem verdade que o conceito foi excessivamente explorado em campanhas publicitárias ou em projetos de questionável impacto social, é fato que as empresas ainda necessitam aprimorar sua relação com a sociedade de maneira a promover um desenvolvimento baseado na ideia do “triple bottom line”, ou seja, calcado em um tripé que envolve o meio ambiente, a economia e o social.
Alguns conceitos que contribuem com a responsabilidade social:
• “Accountability”: Ato de responsabilizar-se pelas consequências de suas ações e decisões, respondendo pelos seus impactos na sociedade, na economia e no meio ambiente, prestando contas aos órgãos de governança e demais partes interessadas declarando os seus erros e as medidas cabíveis para remediá-los.
• Transparência: Fornecer às partes interessadas de forma acessível, clara, compreensível e em prazos adequados todas as informações sobre os fatos que possam afetá-las.
• Comportamento ético: Agir de modo aceito como correto pela sociedade – com base nos valores da honestidade, equidade e integridade, perante as pessoas e a natureza – e de forma consistente com as normas internacionais de comportamento.
• Respeito pelos interesses das partes interessadas (stakeholders): Ouvir, considerar e responder aos interesses das pessoas ou grupos que tenham um interesse nas atividades da organização ou por ela possam ser afetados.
• Respeito pelo Estado de Direito: O ponto de partida mínimo da responsabilidade social é cumprir integralmente as leis do local onde está operando.
• Respeito pelas Normas Internacionais de Comportamento: Adotar prescrições de que não haja obrigação legal.
• Direito aos humanos: Reconhecer a importância e a universalidade dos direitos humanos, cuidando para que as atividades da organização não os agridam direta ou indiretamente, zelando pelo ambiente econômico, social e natural que requerem.
ELEGÂNCIA – A ARTE DE NÃO SE FAZER NOTAR ALIADA AO CUIDADO SUTIL DE SE DISTINGUIR…
Algumas pessoas têm um tipo de elegância que as fazem chamar atenção por onde passam independente do que estejam vestindo, com quem estão andando ou de que assunto estejam falando. É um tipo de elegância que Paul Valery descreveu como “a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir” .São pessoas que brilham sem fazer esforço, que não precisam alterar o tom de voz, carregar nos gestos, caprichar na produção ou no corte do terno, pois elas conquistam e atraem atenções simplesmente por se sentirem confortáveis na própria pele.Sabem que a melhor aparência e a mais altiva postura são o brilho nos olhos e a genuinidade no sorriso.Elas iluminam onde passam, pois sua paixão pela vida e seu jeito de encarar o mundo transbordam de dentro para fora. E quando se aprende a brilhar de dentro para fora, qualquer roupa ou acessório que se vista cai bem.São pessoas que têm uma fineza de alma e se diferenciam por terem aprendido a difícil e corajosa missão de se conservarem sensíveis num mundo que valoriza posturas rígidas e atitudes mecânicas. E como disse Adélia Prado, “a coisa mais fina do mundo é o sentimento”. De nada vale poder sem humildade, dedicação sem entrega, beleza sem essência, intelecto sem sensibilidade. De nada vale gerenciar todas as questões aparentes, práticas e ‘importantes’ da vida, se não sofisticarmos o modo de enxergar e de sentir o mundo. Pessoas que sofisticam o sentir nunca saem de moda, desenvolvem um magnetismo natural, se tornam referências, modelos atemporais. Inspiram simplesmente pelo o que são. Têm personalidades próprias e não precisam seguir um grupo, ou uma tendência, pois seus estilos vêm da abertura e da liberdade de se deixar guiar pela intuição e pelas vontades intrínsecas.Gosto de ver a beleza que se estampa nas pessoas que sabem se despir das armaduras e se vestir de si mesmas. Gosto de admirar as pessoas que se tornaram atraentes não pela busca da perfeição, mas pela aceitação amorosa de suas vulnerabilidades humanas. Gosto das pessoas que perceberam que a maior fineza na vida é a transparência. Que sabem que o verdadeiro luxo é a falta de necessidade de ostentação, pessoas que estão em busca de ‘ser’ mais e não de ‘ter’ mais. E que assim, sem querer, alcançaram o que Coco Chanel chamou de ‘a chave para a verdadeira elegância’, que nada mais é do que a simplicidade.Fonte: O Segredo.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
A ÁRVORE E A FLORESTA
Grandes escritores, cineastas, poetas, compositores... artistas em geral, em seus melhores momentos, conseguem fundir o geral e o particular. Falam de uma geração através de um personagem, do mundo através da aldeia. Oferecem visões simultâneas da árvore e da floresta.
Ah, como precisamos deles! Não para fazer nossas cabeças pois, se somos tão vazios a ponto de não ter opinião, não será a opinião de outrém que irá nos preencher. Mas precisamos das intuições desses caras, da luz por vezes difusa, por vezes ofuscante, que eles produzem.
Ainda mais em tempos fragmentados como os que vivemos. Cada situação tem uma dimensão humana pessoal, específica, e outra simbólica, comum a uma coletividade. Ficar só numa delas, generalizando tudo ou só fulanizando, nos deixa igualmente incompletos.
(*)
A tela do meu computador andou sombria por esses dias. Imagens de barbárie pareciam chegar a cada clique. Numa delas, um jornalista está ajoelhado, vestindo um macacão cor de laranja prestes a ser degolado por alguém com o rosto coberto ( não sei se a cena estava disponível, não cliquei ). Li várias análises políticas, religiosas, sociológicas a respeito, mas nenhum discurso descrevia o que vi naqueles dois pares de olhos.
(*)
Em outro momento, o noticiário da TV mostrava, através da câmera de segurança de uma casa noturna, as últimas imagens de uma jovem que, dias depois, seria encontrada morta. Ela saia do local com um homem, agora, principal suspeito do crime. Ao abrir a porta, a mulher fechou o casaco para se proteger do frio que vinha da rua.
Este gesto trivial de alguém se protegendo do frio enquanto ignorava estar desprotegida de um risco infinitamente maior ficou na minha mente; sem que eu conseguisse dar significado nem esquecer. Como uma árvore que não me deixa enxergar a floresta.
(*)
Meus dedos, quase por reflexo, digitaram o canal da rádio NET. Caiu numa estação dedicada aos Beatles. Tocava uma canção falando de um Padre McKenzie a escrever sermões que ninguém ouviria e de uma tal Eleanor a cujo enterro ninguém compareceu... ah, look at all the lonely people! where do they all come from? all the lonely people... where do they all belong?
AUTOR: UMBERTO GESSINGER
segunda-feira, 25 de março de 2013
DISTIMIA
Características / Diagnóstico
Os traços essenciais da distimia são o estado depressivo leve e prolongado, além de outros sintomas comumente presentes. Pelo critério norte americano são necessários dois anos de período contínuo predominantemente depressivo para os adultos e um ano para as crianças sendo que para elas o humor pode ser irritável ao invés de depressivo. Para o diagnóstico da distimia é necessário antes excluir fases de exaltação do humor como a mania ou a hipomania, assim como a depressão maior. Causas externas também anulam o diagnóstico como as depressões causadas por substâncias exógenas. Durante essa fase de dois anos o paciente não deverá ter passado por um período superior a dois meses sem os sintomas depressivos. Para preencher o diagnóstico de depressão os pacientes além do sentimento de tristeza prolongado precisam apresentar dois dos seguintes sintomas:
• Falta de apetite ou apetite em excesso
• Insônia ou hipersonia
• Falta de energia ou fadiga
• Baixa da auto-estima
• Dificuldade de concentrar-se ou tomar decisões
• Sentimento de falta de esperança
Características associadas
Estudos mostram que o sentimento de inadequação e desconforto é muito comum, a generalizada perda de prazer ou interesse também, e o isolamento social manifestado por querer ficar só em casa, sem receber visitas ou atender ao telefone nas fases piores são constantes. Esses pacientes reconhecem sua inconveniência quanto à rejeição social, mas não conseguem controlar. Geralmente os parentes exigem dos pacientes uma mudança positiva, mas isso não é possível para quem está deprimido, não pelas próprias forças. A irritabilidade com tudo e impaciência são sintomas freqüentes e incomodam ao próprio paciente. A capacidade produtiva fica prejudicada bem como a agilidade mental. Assim como na depressão, na distimia também há alteração do apetite, do sono e menos freqüentemente da psicomotricidade.
O fato de uma pessoa ter distimia não impede que ela desenvolva depressão: nesses casos denominamos a ocorrência de depressão dupla e quando acontece o paciente procura muitas vezes pela primeira vez o psiquiatra. Como a distimia não é suficiente para impedir o rendimento, apenas prejudicando-o, as pessoas não costumam ir ao médico, mas quando não conseguem fazer mais nada direito, vão ao médico e descobrem que têm distimia também.
Os pacientes que sofreram de distimia desde a infância ou adolescência tendem a acreditar que esse estado de humor é natural deles, faz parte do seu jeito de ser e por isso não procuram um médico, afinal, conseguem viver quase normalmente.
Idade
O início da distimia pode ocorrer na infância caracterizando-a por uma fase anormal. O próprio paciente descreve-se como uma criança diferente, brigona, mal humorada e sempre rejeitada pelos coleginhas. Nessa fase a incidência se dá igualmente em ambos os sexos. A distimia é sub-dividida em precoce e tardia, precoce quando iniciada antes dos 21 anos de idade e partia após isso. Os estudos até o momento mostram que o tipo precoce é mais freqüente que o tardio. Por outro lado estudos com pessoas acima de 60 anos de idade mostram que a prevalência da distimia nessa faixa etária é alta, sendo maior nas mulheres. Os homens apresentam uma freqüência de 17,2% de distimia enquanto as mulheres apresentam uma prevalência de 22,9%. Outro estudo também com pessoas acima de 60 anos de idade mostrou que a idade média de início da distimia foi de 55,4 anos de idade e o tempo médio de duração da distimia de 12,5 anos.
A comparação da distimia em pessoas com mais de 60 anos e entre 18 e 59 anos revelou poucas diferenças, os sintomas mais comuns são basicamente os mesmos. Os mais velhos apresentaram mais queixas físicas enquanto os mais novos mais queixas mentais.
Curso
A distimia começa sempre de forma muito gradual, nem um psiquiatra poderá ter certeza se um paciente está ou não adquirindo distimia. O diagnóstico preciso só pode ser feito depois que o problema está instalado. O próprio paciente tem dificuldade para determinar quando seu problema começou, a imprecisão gira em torno de meses a anos. Como na maioria das vezes a distimia começa no início da idade adulta a maioria dos pacientes tende a julgar que seu problema é constitucional, ou seja, faz parte do seu ser e não que possa ser um transtorno mental, tratável. Os estudos e os livros não falam a respeito de remissão espontânea. Isso tanto é devido a poucas pesquisas na área, como a provável não remissão. Por enquanto as informações nos levam a crer que a distimia tenda a permanecer indefinidamente nos pacientes quando não tratada.
Tratamento
Os tratamentos com antidepressivos tricíclicos nunca se mostraram satisfatórios, as novas gerações, no entanto, vem apresentando melhores resultados no uso prolongado. Os relatos mais freqüentes são de sucesso no uso da fluoxetina, sertralina, paroxetina e mirtazapina.
Fonte: www.psicosite.com.br
TRANSTORNO BIPOLAR
O que é?
O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.
A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.
Características
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.
Tipos
Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.
Outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares.
Fase maníaca
Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.
Fase depressiva
É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.
Exemplo de como um paciente se sente
...Ele se sente bem, realmente bem..., na verdade quase invencível. Ele se sente como não tendo limites para suas capacidades e energia. Poderia até passar dias sem dormir. Ele está cheio de idéias, planos, conquistas e se sentiria muito frustrado se a incapacidade dos outros não o deixasse ir além. Ele mal consegue acabar de expressar uma idéia e já está falando de outra numa lista interminável de novos assuntos. Em alguns momentos ele se aborrece para valer, não se intimida com qualquer forma de cerceamento ou ameaça, não reconhece qualquer forma de autoridade ou posição superior a sua. Com a mesma rapidez com que se zanga, esquece o ocorrido negativo como se nunca tivesse acontecido nada. As coisas que antes não o interessava mais lhe causam agora prazer; mesmo as pessoas com quem não tinha bom relacionamento são para ele amistosas e bondosas.
Sintomas (maníacos):
Sentimento de estar no topo do mundo com um alegria e bem estar inabaláveis, nem mesmo más notícias, tragédias ou acontecimentos horríveis diretamente ligados ao paciente podem abalar o estado de humor. Nessa fase o paciente literalmente ri da própria desgraça.
Sentimento de grandeza, o indivíduo imagina que é especial ou possui habilidades especiais, é capaz de considerar-se um escolhido por Deus, uma celebridade, um líder político. Inicialmente quando os sintomas ainda não se aprofundaram o paciente sente-se como se fosse ou pudesse ser uma grande personalidade; com o aprofundamento do quadro esta idéia torna-se uma convicção delirante.
Sente-se invencível, acham que nada poderá detê-las.
Hiperatividade, os pacientes nessa fase não conseguem ficar parados, sentados por mais do que alguns minutos ou relaxar.
O senso de perigo fica comprometido, e envolve-se em atividade que apresentam tanto risco para integridade física como patrimonial.
O comportamento sexual fica excessivamente desinibido e mesmo promíscuo tendo numerosos parceiros num curto espaço de tempo.
Os pensamentos correm de forma incontrolável para o próprio paciente, para quem olha de fora a grande confusão de idéias na verdade constitui-se na interrupção de temas antes de terem sido completados para iniciar outro que por sua vez também não é terminado e assim sucessivamente numa fuga de idéias.
A maneira de falar geralmente se dá em tom de voz elevado, cantar é um gesto freqüente nesses pacientes.
A necessidade de sono nessa fase é menor, com poucas horas o paciente se restabelece e fica durante todo o dia e quase toda a noite em hiperatividade.
Mesmo estando alegre, explosões de raiva podem acontecer, geralmente provocadas por algum motivo externo, mas da mesma forma como aparece se desfaz.
A fase depressiva
Na fase depressiva ocorre o posto da fase maníaca, o paciente fica com sentimentos irrealistas de tristeza, desespero e auto-estima baixa. Não se interessa pelo que costumava gostar ou ter prazer, cansa-se à-toa, tem pouca energia para suas atividades habituais, também tem dificuldade para dormir, sente falta do sono e tende a permanecer na cama por várias horas. O começo do dia (a manhã) costuma ser a pior parte do dia para os deprimidos porque eles sabem que terão um longo dia pela frente. Apresenta dificuldade em concentra-se no que faz e os pensamentos ficam inibidos, lentificados, faltam idéias ou demoram a ser compreendidas e assimiladas. Da mesma forma a memória também fica prejudicada. Os pensamentos costumam ser negativos, sempre em torno de morte ou doença. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso.
Generalidades
Entre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também os pacientes, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.
A denominação Transtorno Afetivo Bipolar é adequada? Até certo ponto sim, mas o nome supõe que os pacientes tenham duas fases, mas nem sempre isso é observado. Há pacientes que só apresentam fases de mania, de exaltação do humor, e mesmo assim são diagnosticados como bipolares. O termo mania popularmente falando não se aplica a esse transtorno. Mania tecnicamente falando em psiquiatria significa apenas exaltação do humor, estado patológico de alegria e exaltação injustificada.
O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente.
Qual a causa da doença?
A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida.
Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.
Como se trata?
O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.
Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.
O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.
Pacientes hipertensos sem boa resposta ao tratamento de primeira linha podem ainda contar com o verapamil, uma medicação muito usada na cardiologia para controle da hipertensão arterial que apresenta efeito anti-maníaco. A grande desvantagem do verapamil é ser incompatível com o uso simultâneo do lítio, além da hipotensão que induz nos pacientes normotensos.
Fonte: www.psicosite.com.br
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Como é realizado o atendimento psicológico?
Há alguns séculos, havia o “confessor”, geralmente um religioso, um padre, um rabino, que era procurado quando as pessoas passavam por dificuldades, as pessoas sabiam que podiam se abrir com eles, dividiam suas angustias, suas preocupações e em troca ouviam um conselho e voltavam para casa mais aliviadas, mais encorajadas.
A promessa de sigilo e o respeito que a pessoa recebia quando conversava com esse confessor facilitava muito para que ela se sentisse à vontade, ou seja, a pessoa se sentia aceita, mas a ajuda acabava aí - um ombro para te ouvir e uma palavra de conforto.
Apenas no século 20 apareceu a figura do psicólogo e o processo do atendimento psicológico. O psicólogo é o profissional que não só tem a vocação para lidar com as pessoas e seus problemas, como tem treinamento e técnicas para que a terapia não seja só um momento de desabafo para “lavar a alma”.
Terapia não é só o lugar para você descarregar suas angústias, mas é, principalmente o lugar para você aprender a lidar com esta angustias de forma que você consiga eliminá-las ou torna-las suportáveis. Você recebe o feedback do psicólogo e vai aprender estratégias que te ajudam a funcionar melhor.
O paciente procura um atendimento psicológico quando está com problemas e não está conseguindo lidar com eles de forma adequada. O propósito da terapia é mudar a mente e o comportamento deste paciente, para que a vida dele seja menos problemática e mais satisfatória.
Você deve procurar no atendimento psicológico um profissional que tenha sido preparado para uma gama bem ampla de problemas, doenças, transtornos e dificuldades. Assim ele terá bagagem suficiente, tanto para fazer o diagnóstico correto quanto para aplicar os procedimentos e técnicas corretas.
O que os psicólogos esperam de seus pacientes?
Para um atendimento psicológico adequado é preciso que os pacientes sejam sinceros com eles mesmos e com o psicólogo . Se você espera superar suas dificuldades e quer aprender a lidar com elas, você deve confiar no psicólogo e não esconder elementos importantes. Saiba que atendimento psicológico é, em primeiro lugar, acolhimento.
Podemos ver a psicoterapia como um exercício de mudança mental com conseqüências no comportamento. Uma tarefa da psicoterapia é abrir os conteúdos da mente. Tornar conscientes aquelas representações mentais que estavam escondidas. O processo do atendimento psicológico se baseia em identificar suas idéias mais importantes, o que você pensa, o que você acredita, como você sente as coisas que se passam com você e ver quais são prejudiciais e precisam ser abandonadas.
O atendimento psicologico é um processo bastante profundo e inclui momentos em que a pessoa deverá enfrentar eventos do passado que deixaram marcas poderosas na personalidade. Neste ponto a experiência do terapeuta / psicólogo é muito importante. O quanto ele já atendeu de casos semelhantes vai pesar muito.
Durante o atendimento psicológico é necessário que o psicologo compreenda a situação do seu paciente e também saiba compartilhar esse entendimento, porque não adiante ele entender tudo e guardar só para ele. E aí é que a habilidade profissional entra, porque não é uma conversa que você teria com seu amigo ou com outra pessoa. É uma conversa técnica e para isso o terapeuta tem que conhecer muito bem seu paciente. Isso envolve empatia, que é muito diferente de simpatia. Empatia é a capacidade de compreender a outra pessoa em toda sua plenitude.
O mais importante na psicoterapia é a análise das coisas que aconteceram na vida do paciente ou o que ele imaginou terem acontecido, e, principalmente, o significado que essas coisas tiveram para ele. Muitas vezes, estes significados são distorcidos, as percepções são imperfeitas e aí não resta dúvida: os sentimentos serão inadequados e os comportamentos não serão produtivos.
As interpretações do psicólogo têm o objetivo de desfazer hábitos que muitas vezes são muito destrutivos. O terapeuta não trabalha com persuasão direta, ele não tenta colocar idéias na sua cabeça. O que ele faz é criar condições que permitem mudanças.
No atendimento psicológico analisamos o presente e também a infância, para que possamos compreender a origem dos sentimentos e comportamentos de agora. A gente não cai na armadilha de colocar a pessoa como vítima da infância, porque isso vai te fazer ser prisioneiro do passado, e quando você é prisioneiro do passado não tem como assumir a responsabilidade pela sua vida, ela não te pertence, pertence aquele passado ruim. E quem pode mudar o passado? Ninguém. Por isso é uma armadilha você não considerar o que se pode fazer agora.
Todo atendimento psicológico, para ser bem sucedido, tem de ter duas coisas: Tem que ser orientada para o futuro, ou seja, tem que trabalhar o que fazer para que amanhã você esteja melhor do que hoje, e tem que conscientizar a pessoa de que ela é responsável pelo tipo de vida que ela tem, ele deve perceber que ela tem condições de mudar as coisas, porque se ela se vir como refém dos outros, das situações, ela está amarrada e nunca vai mudar. O atendimento psicológico tem que focar no que está errado AGORA na sua vida e em como corrigir isso.
Porque as pessoas resistem ao atendimento psicológico?
Muitas vezes, as pessoas resistem em fazer psicoterapia porque se acostumam com a dor. Acham que a vida é assim mesmo. De tanto viver aquela dificuldade, acham que não têm esperança, que nada pode mudar. Mas isso não torna essa dor aceitável e nem é necessário que seja assim. E importante que você saiba que há formas bem legais de transformar sua vida. A terapia não é um remédio milagroso e imediato, mas vale à pena, porque é permanente e o ganho é seu, ninguém tira.
A sessão de psicoterapia pede reelaboração posterior, ou seja, ela demanda que os insights não morram na hora em que o paciente sai da consulta. É por isso que na minha abordagem terapêutica existe a “lição de casa”, que é uma forma de você levar a psicoterapia para sua vida, de consolidar o ganho que teve na sessão. Porque se você vem “praticando” a depressão (ou qualquer outro desconforto emocional) em algum momento precisaremos colocar em prática uma nova forma de funcionar para que ela se fixe. Não é só se conhecer melhor, é usar esse conhecimento.
Você comparece ao atendimento psicológico para trabalhar sua mudança mental. Mudando sua mente você muda as coisas que você faz, as coisas que você conquista, as coisas que você decide.
Os 4 “R”s na psicoterapia:
Razão, na forma de análise,
Recursos, na forma de tempo e energia tanto da parte do terapeuta como do paciente, pois os dois precisam dedicar tempo e esforço,
Redescrição representacional, que é a nova forma de ver o mundo conquistada na terapia e
Ressonância, que é quando a interpretação do terapeuta faz sentido para o paciente, quando o que o terapeuta disse bateu com aquele sentimento mais profundo do paciente.As pessoas conseguem mesmo mudar fazendo terapia? Ou a função da psicoterapia é só o autoconhecimento? É também autoconhecimento, mas é principalmente transformação. A terapia cognitiva proporciona uma mudança realmente visível nas atitudes do atendido. Você vê a pessoa tendo atitudes melhores, mais equilibradas.
Em que casos a psicoterapia pode atuar? Para quais problemas a gente pode recorrer a psicoterapia? A psicoterapia atua em todos os casos onde você percebe sentimentos que você não quer ter. Por exemplo, você sente angústia, tristeza ou ansiedade, você fica muito preocupado, tem excesso de raiva, sensação de fracasso, sensação de impotência, desânimo ou é agitado demais, sua cabeça não tem descanso.
A psicoterapia também te ajuda nos casos onde você tem alguma dificuldade quanto a comportamento, ou seja, você não consegue tomar decisões, não consegue adotar certas atitudes necessárias ou tem a tendência a tomar atitudes destrambelhadas, que dão resultados muitos ruins.
Os motivos para alguém se beneficiar de uma psicoterapia são muitos, ou a pessoa se sente deprimida, triste, com aquele peso no peito, um peso que muitas vezes ela nem sabe da onde vem, ela simplesmente acorda de manhã já sentindo aquilo.
É comum a pessoa não conseguir identificar o que acontece, ela só sente aquele mal-estar e não sabe de onde vem. Outras vezes, a pessoa consegue identificar o que é que está fazendo mal a ela. Às vezes é o trabalho que está muito estressante ou até o oposto: um trabalho que não exige nada, que não motiva, também pode deixar uma sensação de incapacidade bem ruim nas pessoas, porque deixa a vida sem estímulo, sem graça.
Outros motivos que levam uma pessoa à psicoterapia são as relações complicadas em casa, com o marido, a mulher, os filhos, pais, chefe, sócio. Às vezes o marido não corresponde mais às expectativas da esposa e ela pensa: “O que é que eu estou fazendo aqui”?
Muitas vezes, as pessoas procuram um psicólogo porque têm dificuldade em ter um relacionamento, em conhecer pessoas. Há muita gente sozinha por aí, sofrendo de solidão, sem ninguém prá dividir, para compartilhar.
Você não precisa disso, você pode mudar isso tudo. Terapia não é só autoconhecimento. É um aprendizado, uma lapidação em você mesmo, por meio da qual você aprende novas posturas, aprende como se sentir bem consigo mesmo.
Fonte: www.marisapsicologa.com.br
Ajuda Emocional
Do que consiste a ajuda emocional?
Ajuda emocional a todo apoio moral e psicológico que uma pessoa pode receber. Esta ajuda pode vir tanto de um profissional como de pessoas leigas. Todo amigo que te escuta nos momentos de fragilidade está lhe oferecendo ajuda emocional que, muitas vezes pode ser suficiente, mas outras vezes não. O amigo tem boa vontade, tem bom coração, às vezes tem tempo para estar ao seu lado, o que é bom, mas não tem técnicas para elaborar estratégias de superação quando você passa por quadros clínicos específicos como depressão, síndrome do pânico, etc.
Como identificar a necessidade em receber ajuda emocional?
Necessita ajuda emocional toda pessoa que se encontra em sofrimento impossível de superar sozinha e que esteja causando prejuízos em qualquer esfera, seja ela pessoal, emocional, psicológico, profissional, financeira, nos relacionamentos ou material.
Toda pessoa precisa de ajuda emocional?
Eu diria que toda pessoa MERECE apoio e, não há pessoa no mundo que possa dizer que nunca na vida precisou de orientação ou ajuda para superar ou modificar comportamentos e sentimentos.
Qual o papel do psicólogo na ajuda emocional?
O psicólogo usa todo seu repertório de conhecimento, todas as informações obtidas tanto em sua formação como em sua prática clinica para reestruturar a pessoa que está em sofrimento. Ele te ajuda a superar situações difíceis, aprender novas habilidades interpessoais, se conhecer e reconhecer quais são seus verdadeiros valores e motivações. As mudanças nos padrões de pensamento são extremamente difíceis de serem obtidas, pois cada um de nós se apega a seus velhos padrões pessimistas de pensamento.
A ajuda emocional não fica apenas na esfera do apoio, entra também na mudança ou aquisição de novos comportamentos. Por exemplo, vamos dizer que você está sendo prejudicado em sua carreira por não falar nas reuniões de trabalho. Além do apoio e compreensão você precisa de aprender como falar em publico de forma tranquila e segura, e para isso as técnicas de um psicólogo farão toda a diferença.
Amigos e parentes podem oferecer o suporte emocional necessário?
Podem e devem. Muitas vezes o trabalho do psicólogo é justamente esse: Inserir a pessoa no universo saudável das relações interpessoais, no mundo dos amigos, amantes, namorados, colegas e parceiros profissionais. O ser humano foi feito para estar entre pessoas, para viver em grupo. E em grupo satisfazer suas necessidades emocionais de conexão, proteção, apoio e suporte. O papel do psicólogo sempre será o de fornecer formas de que seu paciente saia de seu consultório apto a iniciar e manter relacionamentos prazerosos e saudáveis. É justamente por esse motivo que o psicólogo não manterá uma relação de amizade com seu paciente, pois esta é a única forma de propiciar ao paciente habilidades para desenvolver relacionamentos em todos os ambientes seja familiar, profissional, amigos, etc. O psicólogo não será o substituto de relacionamentos saudáveis, ele será o facilitador destes relacionamentos.
Em relação à quais tipos de problema um psicólogo pode ajudar?
Em todas as situações onde se percebe fragilidade emocional ou comportamental como: fim de relacionamento, inicio de novas atividades profissionais, dificuldade em se colocar afirmativamente diante de colegas de trabalho, dificuldade em tomar decisões, traumas, falta de motivação ou energia, medo de falar em publico, de dirigir, inseguranças, dificuldade em ter a calma necessária para responder a uma prova de vestibular ou concurso, etc.
Como funcionam os sites de ajuda emocional?
Na orientação o psicólogo fornece informações que podem ser aplicadas conforme a necessidade da pessoa que solicita a ajuda emocional, mas não há interação verdadeira, pois sem o contato frente a frente faltam informações de postura, respiração, expressões faciais. Por mais que a tecnologia ofereça uma “proximidade” através de vídeos conferências, as pessoas ainda estão “protegidas” pela máquina, pela tela e pela distância real. Por isso o atendimento on-line é chamado de "orientação" e não de "terapia".
Fonte:www.marisapsicologa.com.br
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
PARABÉNS!!!
27 DE AGOSTO - DIA DO PSICÓLOGO
Hoje é um dia muito importante para todos nós, em que a nossa querida PSICOLOGIA completa 50 anos como profissão regulamentada no Brasil.
Uma data para celebrar nossas conquistas enquanto ciência e profissão, mas este é também um momento para reflexão, pois muitos continuam a ser os desafios e há bastante ainda por fazer.
Estamos aqui, juntos, para contribuir nas lutas da Psicologia enquanto categoria profissional, para questionarmos a qualidade de nossa formação universitária e a necessidade contínua de qualificação, para lutarmos por melhores condições de trabalho e oportunidades de empregos, para discutirmos nossas práticas profissionais e contribuições sociais.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Depressão - Fatores relacionais entre a depressão e o viver sozinho
De acordo com recente pesquisa publicada na revista BMC Public Health o risco de desenvolvimento de depressão (com base no consumo de antidepressivos) é até 80% maior para indivíduos que vivem sozinhos, quando comparados com pessoas que convivem em algum tipo de grupo familiar ou social.
Ás mulheres 1/3 de tal risco fora atribuído a fatores sócio-demográficos, como a baixa renda ou ainda a falta de graduação acadêmica, enquanto que aos homens os fatores contributivos incluem a baixa qualidade laboral, a falta de suporte no trabalho ou em suas vidas, além do alcoolismo.
Pesquisadores finlandeses estudaram 3500 homens e mulheres durante sete anos e compararam suas condições de vida relacionadas a fatores sociodemográficos, psicossociais e de risco a saúde (como o fumo, o alcoolismo e o sedentarismo) ao uso de antidepressivos. Segundo a doutora Laura Pulkki-Råback, que conduziu a pesquisa, tal estudo demonstra que há risco do desenvolvimento de depressão por parte dos indivíduos que vivem sozinhos, sendo que não há diferença entre os gêneros estudados; Os maiores fatores relacionados são as baixas condições de moradia (por parte das mulheres) e a ausência de suporte social (em relação aos homens).
Enquanto este estudo claramente identifica os fatores que aumentam o risco de depressão para os indivíduos que moram sozinhos, o aumento deste risco é ainda inexplicado. Os pesquisadores sugerem que tal fato pode estar associado às sensações de alienação da sociedade, a falta de confiança ou ainda dificuldades diversas que surgem de acordo com a própria vida; Todos esses fatores devem ser levados em consideração para começar a se entender e reduzir a incidência de depressão.
Fonte: AlphaGalileo Foundation
terça-feira, 24 de abril de 2012
Psicologia/Profissão
Comissão de Seguridade Social aprova presença de Psicólogos e Assistentes Sociais nas escolas públicas
21/04/2012
Foi aprovado nesta última quarta-feira (18) proposta que garante o atendimento por psicólogos e assistentes sociais a estudantes de escolas públicas de educação básica; O texto que fora aprovado é o substitutivo (tipo de emenda que altera uma proposta) desenvolvido pelo Senado ao Projeto de Lei 3688/00, de autoria do ex-deputado José Carlos Elias.
Tal versão do Senado retirou da proposta anteriormente aprovada pela Câmara dos Deputados a determinação de que o atendimento psicológico e assistencial deveria ser necessariamente prestado por psicólogos do Sistema Único de Saúde (SUS) e assistentes sociais de serviços públicos de assistência social; Segundo o texto aprovado, as redes públicas terão equipes multidisciplinares próprias e alguns aspectos específicos relacionados a necessidades de alunos poderão ser tratadas em parceria com o SUS.
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), relator da proposta e parlamentar que recomendou a aprovação da proposta, considera que equipes multiprofissionais serão capazes de atuar tecnicamente na mediação nas relações sociais e institucionais.
O projeto prevê um ano (a partir da publicação da lei) para que os sistemas de ensino se adaptem à nova regra.
O substitutivo do Senado será analisado pelas comissões de Educação e Cultura e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser incluído na pauta do Plenário.
A íntegra da proposta pode ser visualizada neste link.
Fonte: Câmara dos Deputados
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Cresce o contágio da AIDS entre jovens gays e idosos
iG
Homens deixam CAMISINHA de lado e crescem nas estatísticas do HIV
Na sala escura da boate gay e nos encontros marcados após o baile da terceira idade, os homens brasileiros de todas as idades e orientações sexuais têm deixado a CAMISINHA de lado e, por isso, crescido nas estatísticas da AIDS.
O novo boletim do Ministério da Saúde, que mapeia os casos de contaminação pelo vírus HIV, revela a vulnerabilidade generalizada, impulsionada pelo uso de drogas – seja o ecstasy ou o Viagra.
A proporção de registros entre homossexuais de 13 a 24 anos bateu recorde. Este grupo, em 2010, somou 35,1% do total de infecções masculinas na faixa etária, a maior taxa desde o início da epidemia, em 1980. Simultaneamente, entre os mais maduros, os heterossexuais são maioria dos infectados e acima dos 30 anos representam 43%.
“Não há orientação sexual de risco e sim comportamento perigoso para a AIDS, muito influenciado pelo abuso de álcool. E os homens, de forma geral, têm negligenciado bastante o PRESERVATIVO. É um panorama alarmante”, afirma um dos principais infectologistas do País, Artur Timerman, que atua nas redes públicas e privadas de saúde. No último ano, entre seus pacientes, há um casal de 14 e 15 anos, ambos soropositivos e uma senhora de 82 que adquiriu o vírus do marido, de 78 anos.
Indiferenças
No início do mês, J.F, 31 anos, morreu e o atestado de óbito teve origem na infecção do vírus HIV, descoberta tarde demais para que os coquetéis de remédios fizessem efeitos e revertessem o quadro.
HOMOSSEXUAL - assumido para os amigos e escondido da família - ele sempre teve medo de fazer o teste para confirmar se as transas desprotegidas tinham mesmo resultado na infecção. Emagreceu, mas só quando as diarreias ficaram constantes procurou o médico.
Jovem bem sucedido na profissão de comunicação, solteiro, nunca foi promíscuo, mas também nunca exigiu proteção em suas relações sexuais eventuais, acertadas em maioria nos encontros no centro paulistano - uma das regiões com alta concentração de casas noturnas para o público gay.
Em uma destas boates, inclusive, que conta com o chamado “dark room” (sala escura em que tudo pode acontecer mas onde só entra quem quer) a falta de temor com as doenças sexualmente transmissíveis (DST) fica exposta no chão. “Eles (a casa) até distribuem CAMISINHA para quem vai entrar. Mas os PRESERVATIVOS ficam fechados e lacrados, jogados no fim da noitada e recolhidos pelo pessoal da faxina”, conta um dos frequentadores.
A indiferença com a possibilidade de contrair AIDS ou qualquer outra DST também marca os encontros dos “cinquentões” heterossexuais. “Minha geração não aprendeu a usar CAMISINHA. Eu, até descobrir ser SOROPOSITIVO, nunca tinha usado uma vez sequer e tinha uma média de 18 parceiras por ano”, conta S.C., 59 anos, que trabalha com comércio exterior, mora na zona oeste paulistana e é um autodefinido “apaixonado pelas mulheres”.
Agora, ele não só aprendeu a usar medicamentos para a disfunção erétil, como após a ereção garantida, cobri-la com PRESERVATIVO. “Podia ter aprendido antes. Mas tenho amigos que mesmo acompanhando de perto o meu caso continuam deixando a CAMISINHA como um enfeite na carteira.”
Pré ou pós 80’s
Os maiores de 50 e os menores de 30 fazem parte de gerações que ou eram pequenos demais para lembrar os tempos mais árduos da AIDS ou já estavam maduros o suficiente para sentirem os impactos diretos que a epidemia provocou nos filhos dos anos 70.
Mas nesta primeira década dos anos 2000, os mais velhos e os mais novos foram colocados no alvo do HIV e, ao mesmo tempo, convivem com a falsa ideia de que para “tratar a doença só é preciso tomar um remedinho”, afirma o infectologista Jean Gorinchteyn do Instituto Emílio Ribas, uma das referências nacionais do tratamento da AIDS.
“O PRESERVATIVO continua encarado como uma necessidade só para evitar gravidez, portanto desnecessário para quem tem relações homossexuais ou está fora da faixa da fertilidade”, completa Gorinchteyn, que coordena um ambulatório só para soropositivos maiores de 50 anos, onde 60% são homens e oito em cada dez casados com mulheres.
“Um erro perigoso, porque nem tratar a AIDS é fácil e nem a CAMISINHA tinha de ser vista só como um método CONTRACEPTIVO. AIDS não tem cura, tem tratamento complicado e pode matar”, alerta o médico. No País, são 27,3 mortes diárias por AIDS.
Medo de falhar
O desdém com a CAMISINHA também tem como combustível o medo de falhar. A falta de jeito e de hábito em colocar o PRESERVATIVO podem atingir em cheio a potência. “Ninguém quer ter fama de broxa”, contou um jovem de 27 anos, consumidor de drogas e que marca “rapidinhas” sexuais pelo celular.
Mesma aflição foi relatada por um recém-viúvo, de 75 anos, que não tinha relações com penetração plena há 8 anos com a esposa e se viu no papel de adolescente quando uma mulher 20 anos mais jovem, conhecida no bailão do clube, deu a entender que gostaria - e aceitaria - ir para cama com ele.
Este temor tenta ser curado com remédios em prol da potência (para disfunção erétil) ou que prometem ampliar a sensibilidade (entorpecentes sintéticos), influenciando ainda mais no comportamento de risco. O resultado é a ampliação do desuso da CAMISINHA. No Brasil, seis em cada dez homens admitem não utilizar a proteção em todas as relações sexuais, conforme contabilizou o Ministério da Saúde.
Embriagado
Entre os desprotegidos, estão os que sabem ser portadores do vírus HIV e ainda assim mantêm relações sexuais sem CAMISINHA. “Eu contei a uma amiga que tinha o vírus e ela bateu o pé para a gente não transar de PRESERVATIVO, porque era melhor”, conta S.C.
Sobre os “kamikazes” sexuais, o professor de clínica médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon – e médico especializado em AIDS – diz que este comportamento revela falta de ética e preocupação com o outro, duas posturas típicas do novo tempo. “Precisamos rever como tratar estes casos. São como pessoas embriagadas, que pegam o automóvel e dirigem a 300 km por hora. Será mesmo que elas não sabem que vão fazer vítimas”, deixa Olson a pergunta no ar.
Homens deixam CAMISINHA de lado e crescem nas estatísticas do HIV
Na sala escura da boate gay e nos encontros marcados após o baile da terceira idade, os homens brasileiros de todas as idades e orientações sexuais têm deixado a CAMISINHA de lado e, por isso, crescido nas estatísticas da AIDS.
O novo boletim do Ministério da Saúde, que mapeia os casos de contaminação pelo vírus HIV, revela a vulnerabilidade generalizada, impulsionada pelo uso de drogas – seja o ecstasy ou o Viagra.
A proporção de registros entre homossexuais de 13 a 24 anos bateu recorde. Este grupo, em 2010, somou 35,1% do total de infecções masculinas na faixa etária, a maior taxa desde o início da epidemia, em 1980. Simultaneamente, entre os mais maduros, os heterossexuais são maioria dos infectados e acima dos 30 anos representam 43%.
“Não há orientação sexual de risco e sim comportamento perigoso para a AIDS, muito influenciado pelo abuso de álcool. E os homens, de forma geral, têm negligenciado bastante o PRESERVATIVO. É um panorama alarmante”, afirma um dos principais infectologistas do País, Artur Timerman, que atua nas redes públicas e privadas de saúde. No último ano, entre seus pacientes, há um casal de 14 e 15 anos, ambos soropositivos e uma senhora de 82 que adquiriu o vírus do marido, de 78 anos.
Indiferenças
No início do mês, J.F, 31 anos, morreu e o atestado de óbito teve origem na infecção do vírus HIV, descoberta tarde demais para que os coquetéis de remédios fizessem efeitos e revertessem o quadro.
HOMOSSEXUAL - assumido para os amigos e escondido da família - ele sempre teve medo de fazer o teste para confirmar se as transas desprotegidas tinham mesmo resultado na infecção. Emagreceu, mas só quando as diarreias ficaram constantes procurou o médico.
Jovem bem sucedido na profissão de comunicação, solteiro, nunca foi promíscuo, mas também nunca exigiu proteção em suas relações sexuais eventuais, acertadas em maioria nos encontros no centro paulistano - uma das regiões com alta concentração de casas noturnas para o público gay.
Em uma destas boates, inclusive, que conta com o chamado “dark room” (sala escura em que tudo pode acontecer mas onde só entra quem quer) a falta de temor com as doenças sexualmente transmissíveis (DST) fica exposta no chão. “Eles (a casa) até distribuem CAMISINHA para quem vai entrar. Mas os PRESERVATIVOS ficam fechados e lacrados, jogados no fim da noitada e recolhidos pelo pessoal da faxina”, conta um dos frequentadores.
A indiferença com a possibilidade de contrair AIDS ou qualquer outra DST também marca os encontros dos “cinquentões” heterossexuais. “Minha geração não aprendeu a usar CAMISINHA. Eu, até descobrir ser SOROPOSITIVO, nunca tinha usado uma vez sequer e tinha uma média de 18 parceiras por ano”, conta S.C., 59 anos, que trabalha com comércio exterior, mora na zona oeste paulistana e é um autodefinido “apaixonado pelas mulheres”.
Agora, ele não só aprendeu a usar medicamentos para a disfunção erétil, como após a ereção garantida, cobri-la com PRESERVATIVO. “Podia ter aprendido antes. Mas tenho amigos que mesmo acompanhando de perto o meu caso continuam deixando a CAMISINHA como um enfeite na carteira.”
Pré ou pós 80’s
Os maiores de 50 e os menores de 30 fazem parte de gerações que ou eram pequenos demais para lembrar os tempos mais árduos da AIDS ou já estavam maduros o suficiente para sentirem os impactos diretos que a epidemia provocou nos filhos dos anos 70.
Mas nesta primeira década dos anos 2000, os mais velhos e os mais novos foram colocados no alvo do HIV e, ao mesmo tempo, convivem com a falsa ideia de que para “tratar a doença só é preciso tomar um remedinho”, afirma o infectologista Jean Gorinchteyn do Instituto Emílio Ribas, uma das referências nacionais do tratamento da AIDS.
“O PRESERVATIVO continua encarado como uma necessidade só para evitar gravidez, portanto desnecessário para quem tem relações homossexuais ou está fora da faixa da fertilidade”, completa Gorinchteyn, que coordena um ambulatório só para soropositivos maiores de 50 anos, onde 60% são homens e oito em cada dez casados com mulheres.
“Um erro perigoso, porque nem tratar a AIDS é fácil e nem a CAMISINHA tinha de ser vista só como um método CONTRACEPTIVO. AIDS não tem cura, tem tratamento complicado e pode matar”, alerta o médico. No País, são 27,3 mortes diárias por AIDS.
Medo de falhar
O desdém com a CAMISINHA também tem como combustível o medo de falhar. A falta de jeito e de hábito em colocar o PRESERVATIVO podem atingir em cheio a potência. “Ninguém quer ter fama de broxa”, contou um jovem de 27 anos, consumidor de drogas e que marca “rapidinhas” sexuais pelo celular.
Mesma aflição foi relatada por um recém-viúvo, de 75 anos, que não tinha relações com penetração plena há 8 anos com a esposa e se viu no papel de adolescente quando uma mulher 20 anos mais jovem, conhecida no bailão do clube, deu a entender que gostaria - e aceitaria - ir para cama com ele.
Este temor tenta ser curado com remédios em prol da potência (para disfunção erétil) ou que prometem ampliar a sensibilidade (entorpecentes sintéticos), influenciando ainda mais no comportamento de risco. O resultado é a ampliação do desuso da CAMISINHA. No Brasil, seis em cada dez homens admitem não utilizar a proteção em todas as relações sexuais, conforme contabilizou o Ministério da Saúde.
Embriagado
Entre os desprotegidos, estão os que sabem ser portadores do vírus HIV e ainda assim mantêm relações sexuais sem CAMISINHA. “Eu contei a uma amiga que tinha o vírus e ela bateu o pé para a gente não transar de PRESERVATIVO, porque era melhor”, conta S.C.
Sobre os “kamikazes” sexuais, o professor de clínica médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon – e médico especializado em AIDS – diz que este comportamento revela falta de ética e preocupação com o outro, duas posturas típicas do novo tempo. “Precisamos rever como tratar estes casos. São como pessoas embriagadas, que pegam o automóvel e dirigem a 300 km por hora. Será mesmo que elas não sabem que vão fazer vítimas”, deixa Olson a pergunta no ar.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
02 de outubro, Dia Internacional da Não Violência
A data foi criada pela Organização das Nações Unidas em homenagem a Mahatma Gandhi, nascido neste dia no ano de 1869, na Índia. Mahatma Gandhi foi um dos maiores líderes pacifistas da história, levando multidões a conhecer e a praticar o significado da não-violência, na sua luta pela independência da Índia. Certa vez o líder indiano comentou: “Posso até estar disposto a morrer por uma causa, mais nunca a matar por ela!” Quando, em certos momentos, a violência começou a se manifestar entre os indianos, Gandhi praticou o jejum, por duas vezes, colocando em risco a sua própria vida, com o objetivo de sensibilizar seus seguidores a não fazer uso da violência.
O termo ‘não-violência’ em sânscrito - ‘ahimsa’ - tem o significado profundo de não dano, não prejuízo. Daí surge a idéia central deste conceito que nos inspira a ser pacífico, o que é bastante diferente de ser passivo. É agir de forma coerente e firme, norteados pelos nossos ideais, sem aceitar qualquer forma de violência.
Trabalhar pela Cultura da Não-Violência nas escolas é fundamental para que crianças e adolescentes possam aprender a valorizar princípios como o respeito, a tolerância, o diálogo e a solidariedade. A Cultura da Paz se faz nas pequenas ações do cotidiano: no nosso jeito de nos comunicar com os outros, na nossa forma de lidar com conflitos e sentimentos como frustração e raiva, na nossa capacidade de reconhecer e valorizar as diferenças e de sermos tolerantes.
Afinal, a escola não está isolada da sociedade e todas as questões relacionadas à violência valem para a escola também. A violência na escola não pode ser avaliada por casos isolados de alunos e profissionais com problemas mais sérios de comportamento. Pesquisas sobre violência nas escolas têm mostrado que a grande maioria dos alunos e profissionais não são habitualmente violentos e nem tampouco convivem em um ambiente desestruturado ou violento. No entanto, muitas vezes acabam manifestando algumas atitudes violentas na escola. Pode-se apontar como possíveis causas alguns aspectos relacionados ao fenômeno mais freqüentes, como educadores não capacitados para lidar com o fenômeno, problemas de gestão e de liderança escolar, ação policialesca com os alunos, falta de propostas que estimulem o protagonismo juvenil, etc.
É preciso calma para se buscar a paz e a justiça. Há que se cuidar com o pânico gerado em situações extremas para que medidas tomadas não sejam imediatistas e pautadas no medo e insegurança. Quando acuados, movidos pelo medo, podemos não atentar para aspectos cruciais.
A ONG ‘Não-Violência’ acredita e investe em prevenção e, por isso, escolheu como seu local de atuação as escolas: instituições cujo foco é a educação e que reúnem no mesmo espaço e voltados para os mesmos objetivos, crianças, adolescentes, suas mães/pais e educadores.
A escola é também ambiente onde inúmeras relações humanas se constituem e, como em qualquer ambiente social, essas relações experienciam os mais diversos sentidos. E é um dos ambientes mais propícios para que se dê o aprendizado de valores que norteiam uma sociedade pacífica como o respeito, a ética, a justiça. Mas como se constrói esta sociedade pacífica? Como se dá o aprendizado destes valores?
Buscando-se referências, exemplos, modelos. Esta é uma das principais formas de aprendermos a conviver em sociedade. As crianças e jovens estão sempre se espelhando nos adultos a sua volta. Responsáveis pela educação por meio de ensinamentos e, principalmente, de atitudes é, para nós, pais, mães, educadores, policiais, políticos, autoridades, que devemos direcionar o nosso olhar. Estamos sendo referência a estes jovens de exemplos éticos, primamos pelo diálogo, buscamos a justiça e trabalhamos em prol do bem comum ou valorizamos nossos próprios interesses, priorizando o prazer imediato e bem estar individual? Estamos sendo pacíficos em nosso cotidiano, com aqueles com quem nos relacionamos, ou muitas vezes agimos de forma violenta por meio da omissão, humilhação, discriminação, palavras duras, ou até mesmo a rejeição?
A experiência que tenho tido ao longo de 10 anos com as mais diversas escolas de Curitiba e região metropolitana, acompanhando as pesquisas produzidas no Brasil e no mundo na área da violência escolar, aponta para o caminho de que há muito o que se pode fazer na construção da paz por intermédio das escolas. Entendendo que a não-violência não exclui o conflito das relações humanas; que o conflito, enquanto divergência é norteador de uma cultura heterônoma e faz parte de um ambiente pacífico; que a paz não é ausência de atitude, e sim, exige ações efetivas e contundentes; que crianças, adolescentes, jovens e porque não, também nós os adultos, estamos ávidos por referências pacíficas que nos norteiem num processo educativo que nos indique como viver neste mundo tão desafiador, concluo que é urgente e necessário que cada um de nós se perceba agentes na construção desta Cultura da Paz.
Façamos desta causa e ideal nossa referência para sermos em nossas pequenas ações pessoas mais pacíficas. Lembrando que ser pacífico não é ser passivo, é agir de forma coerente e firme, norteados pelos nossos ideais, sem aceitar qualquer forma de violência.
Adriana Araújo Bini
Coordenadora Técnica
Projeto Não-Violência
O termo ‘não-violência’ em sânscrito - ‘ahimsa’ - tem o significado profundo de não dano, não prejuízo. Daí surge a idéia central deste conceito que nos inspira a ser pacífico, o que é bastante diferente de ser passivo. É agir de forma coerente e firme, norteados pelos nossos ideais, sem aceitar qualquer forma de violência.
Trabalhar pela Cultura da Não-Violência nas escolas é fundamental para que crianças e adolescentes possam aprender a valorizar princípios como o respeito, a tolerância, o diálogo e a solidariedade. A Cultura da Paz se faz nas pequenas ações do cotidiano: no nosso jeito de nos comunicar com os outros, na nossa forma de lidar com conflitos e sentimentos como frustração e raiva, na nossa capacidade de reconhecer e valorizar as diferenças e de sermos tolerantes.
Afinal, a escola não está isolada da sociedade e todas as questões relacionadas à violência valem para a escola também. A violência na escola não pode ser avaliada por casos isolados de alunos e profissionais com problemas mais sérios de comportamento. Pesquisas sobre violência nas escolas têm mostrado que a grande maioria dos alunos e profissionais não são habitualmente violentos e nem tampouco convivem em um ambiente desestruturado ou violento. No entanto, muitas vezes acabam manifestando algumas atitudes violentas na escola. Pode-se apontar como possíveis causas alguns aspectos relacionados ao fenômeno mais freqüentes, como educadores não capacitados para lidar com o fenômeno, problemas de gestão e de liderança escolar, ação policialesca com os alunos, falta de propostas que estimulem o protagonismo juvenil, etc.
É preciso calma para se buscar a paz e a justiça. Há que se cuidar com o pânico gerado em situações extremas para que medidas tomadas não sejam imediatistas e pautadas no medo e insegurança. Quando acuados, movidos pelo medo, podemos não atentar para aspectos cruciais.
A ONG ‘Não-Violência’ acredita e investe em prevenção e, por isso, escolheu como seu local de atuação as escolas: instituições cujo foco é a educação e que reúnem no mesmo espaço e voltados para os mesmos objetivos, crianças, adolescentes, suas mães/pais e educadores.
A escola é também ambiente onde inúmeras relações humanas se constituem e, como em qualquer ambiente social, essas relações experienciam os mais diversos sentidos. E é um dos ambientes mais propícios para que se dê o aprendizado de valores que norteiam uma sociedade pacífica como o respeito, a ética, a justiça. Mas como se constrói esta sociedade pacífica? Como se dá o aprendizado destes valores?
Buscando-se referências, exemplos, modelos. Esta é uma das principais formas de aprendermos a conviver em sociedade. As crianças e jovens estão sempre se espelhando nos adultos a sua volta. Responsáveis pela educação por meio de ensinamentos e, principalmente, de atitudes é, para nós, pais, mães, educadores, policiais, políticos, autoridades, que devemos direcionar o nosso olhar. Estamos sendo referência a estes jovens de exemplos éticos, primamos pelo diálogo, buscamos a justiça e trabalhamos em prol do bem comum ou valorizamos nossos próprios interesses, priorizando o prazer imediato e bem estar individual? Estamos sendo pacíficos em nosso cotidiano, com aqueles com quem nos relacionamos, ou muitas vezes agimos de forma violenta por meio da omissão, humilhação, discriminação, palavras duras, ou até mesmo a rejeição?
A experiência que tenho tido ao longo de 10 anos com as mais diversas escolas de Curitiba e região metropolitana, acompanhando as pesquisas produzidas no Brasil e no mundo na área da violência escolar, aponta para o caminho de que há muito o que se pode fazer na construção da paz por intermédio das escolas. Entendendo que a não-violência não exclui o conflito das relações humanas; que o conflito, enquanto divergência é norteador de uma cultura heterônoma e faz parte de um ambiente pacífico; que a paz não é ausência de atitude, e sim, exige ações efetivas e contundentes; que crianças, adolescentes, jovens e porque não, também nós os adultos, estamos ávidos por referências pacíficas que nos norteiem num processo educativo que nos indique como viver neste mundo tão desafiador, concluo que é urgente e necessário que cada um de nós se perceba agentes na construção desta Cultura da Paz.
Façamos desta causa e ideal nossa referência para sermos em nossas pequenas ações pessoas mais pacíficas. Lembrando que ser pacífico não é ser passivo, é agir de forma coerente e firme, norteados pelos nossos ideais, sem aceitar qualquer forma de violência.
Adriana Araújo Bini
Coordenadora Técnica
Projeto Não-Violência
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Terapia genética barra proliferação do HIV e traz expectativa para o tratamento da Aids sem antirretrovirais
Pesquisadores desenvolveram uma terapia genética experimental capaz de manter o HIV sob controle permanente - uma descoberta que pode ser um passo importante para a cura da aids. O estudo, divulgado pelo site da Veja, foi feito por cientistas da Sangamo BioSciences, companhia que está desenvolvendo o tratamento, e divulgado durante a Conferência de Interciência sobre Agentes Antimicrobianos e Quimioterapia, em Chicago.
A terapia genética funciona bloqueando o vírus fora dos linfócitos T CD4, que é o principal alvo do HIV e responsável por administrar o sistema imunológico para o controle de infecções. Dez pacientes que participaram do estudo estavam fazendo terapia antirretroviral quando o estudo começou. Após quatro semanas, seis deles fizeram uma pausa no tratamento - e pararam de tomar a medicação por 12 semanas.
A carga viral diminuiu em três dos seis pacientes. Um deles teve a carga reduzida a níveis indetectáveis. Os outros dois registraram uma queda de 10 vezes a circulação do vírus. "Estamos entusiasmados com os resultados desse estudo fase 1. Ter um paciente livre do vírus e outros dois com reduções significativas é incrível", disse Jeff Nichol, presidente-executivo da Sangamo BioSciences à revista New Scientist.
Pesquisa – Para o estudo, os cientistas tiraram sangue dos pacientes e isolaram os linfócitos CD4 e outros glóbulos brancos. Eles utilizaram uma `tesoura molecular` chamada dedo de zinco, uma proteína capaz de entrar nas células e sabotar o gene CCR5, que ajuda o HIV a entrar nas células. Não está claro qual o papel que o gene CCR5 desempenha normalmente, mas os especialistas sabem que as células conseguem sobreviver sem ele — e ainda conseguem ficar sem a infecção por HIV. Depois, essas células são devolvidas ao paciente, com o objetivo de que elas se multipliquem e forneçam uma fonte permanente de células saudáveis do sistema imunológico — bloqueando assim completamente o HIV.
A ligação entre o HIV e o gene CCR5 foi sugerida pela primeira vez em 1996. O conceito foi testado pela primeira vez na Alemanha, em 2006. Na ocasião, uma pessoa com leucemia e que também tinha aids recebeu um transplante de medula óssea. O transplante veio de uma pessoa que as células sanguíneas não produziam as proteínas CCR5. Segundo o acompanhamento médico, o paciente ficou livre de HIV até 2008.
Em geral, a maioria das pessoas têm duas cópias do gene CCR5 — uma da mãe e a outra do pai. O paciente que obteve o melhor resultado tinha uma cópia defeituosa do gene CCR5. O que, segundo os pesquisadores, pode explicar porque a terapia funcionou melhor nele do que nos outros. Edward Lanphier, chefe executivo da Sangamo, estimou, segundo à agência Reuters, que entre 5 e 10% dos pacientes HIV são portadores dessa mutação genética. Cerca de 33 milhões no mundo todo possuem o vírus HIV.
O segredo, segundo os pesquisadores, é tentar eliminar ambos os genes dessas células. Se apenas um for sabotado, as células ainda podem produzir a proteína CCR5 e permitir que o vírus invada o organismo. Ao ter o gene CCR5 duplamente sabotado, não há nenhuma chance do vírus entrar, acreditam os cientistas.
Fonte: Veja.com
A terapia genética funciona bloqueando o vírus fora dos linfócitos T CD4, que é o principal alvo do HIV e responsável por administrar o sistema imunológico para o controle de infecções. Dez pacientes que participaram do estudo estavam fazendo terapia antirretroviral quando o estudo começou. Após quatro semanas, seis deles fizeram uma pausa no tratamento - e pararam de tomar a medicação por 12 semanas.
A carga viral diminuiu em três dos seis pacientes. Um deles teve a carga reduzida a níveis indetectáveis. Os outros dois registraram uma queda de 10 vezes a circulação do vírus. "Estamos entusiasmados com os resultados desse estudo fase 1. Ter um paciente livre do vírus e outros dois com reduções significativas é incrível", disse Jeff Nichol, presidente-executivo da Sangamo BioSciences à revista New Scientist.
Pesquisa – Para o estudo, os cientistas tiraram sangue dos pacientes e isolaram os linfócitos CD4 e outros glóbulos brancos. Eles utilizaram uma `tesoura molecular` chamada dedo de zinco, uma proteína capaz de entrar nas células e sabotar o gene CCR5, que ajuda o HIV a entrar nas células. Não está claro qual o papel que o gene CCR5 desempenha normalmente, mas os especialistas sabem que as células conseguem sobreviver sem ele — e ainda conseguem ficar sem a infecção por HIV. Depois, essas células são devolvidas ao paciente, com o objetivo de que elas se multipliquem e forneçam uma fonte permanente de células saudáveis do sistema imunológico — bloqueando assim completamente o HIV.
A ligação entre o HIV e o gene CCR5 foi sugerida pela primeira vez em 1996. O conceito foi testado pela primeira vez na Alemanha, em 2006. Na ocasião, uma pessoa com leucemia e que também tinha aids recebeu um transplante de medula óssea. O transplante veio de uma pessoa que as células sanguíneas não produziam as proteínas CCR5. Segundo o acompanhamento médico, o paciente ficou livre de HIV até 2008.
Em geral, a maioria das pessoas têm duas cópias do gene CCR5 — uma da mãe e a outra do pai. O paciente que obteve o melhor resultado tinha uma cópia defeituosa do gene CCR5. O que, segundo os pesquisadores, pode explicar porque a terapia funcionou melhor nele do que nos outros. Edward Lanphier, chefe executivo da Sangamo, estimou, segundo à agência Reuters, que entre 5 e 10% dos pacientes HIV são portadores dessa mutação genética. Cerca de 33 milhões no mundo todo possuem o vírus HIV.
O segredo, segundo os pesquisadores, é tentar eliminar ambos os genes dessas células. Se apenas um for sabotado, as células ainda podem produzir a proteína CCR5 e permitir que o vírus invada o organismo. Ao ter o gene CCR5 duplamente sabotado, não há nenhuma chance do vírus entrar, acreditam os cientistas.
Fonte: Veja.com
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Tique
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Tique é o movimento ou vocalização humanos involuntários, súbitos e repetitivos, que envolvem um determinado grupo de músculos. Determinados tiques podem ser invisíveis ao observador (e.g., contração abdominal ou estalo dos dedos), enquanto outros não (e.g., piscar excessivo dos olhos ou movimentos bruscos com a cabeça), trazendo muitas vezes embaraço ao sujeito.
O tique não se confunde com outras desordens motoras (e.g., coreia de Sydenham, distonia, mioclonia), ou com desordens neurológicas, como o autismo. Distingue-se também do transtorno obsessivo-compulsivo e da epilepsia.
Descrição e classificação
Tiques são classificados em simples e complexos, além de motores e fônicos.
• Tiques simples
o Tiques simples motores são movimentos involuntários decorrentes da atividade de determinados grupos musculares, como coçar a nuca, arquear as sobrancelhas etc.
o Tiques simples fônicos são sons involuntários produzidos pela passagem do ar pelo nariz, boca ou garganta.
• Tiques complexos
o Tiques complexos motores são movimentos semi-voluntários e de extensão mais prolongada que os simples, como tocar outras pessoas, encostar em objetos variados, repetir movimentos de terceiros, etc.
o Tiques complexos fônicos são movimentos semi-voluntários que implicam vocalização de palavras inteiras, como repetir o discurso de um terceiro, repetir as palavras de um texto, etc.
domingo, 14 de agosto de 2011
A PSICOLOGIA...
A Psicologia é uma ciência não apenas da saúde mental, mas da saúde. Essa AFIRMAÇÃO é sustentada HISTÓRICA, CIENTÍFICA e LEGISLATIVAMENTE. Ela aborda o vivo desde o seu ser cognitivo (consciente e inconsciente), social, político, comportamental, orgânico, bioquímico, etc. Com isso, podemos afirmar que o psicólogo é um profissional de saúde de nível superior (Resolução CNS n.º 218/97) e como tal (conforme o seu Código de Ética e demais Resoluções) pode atuar na pesquisa, no diagnóstico, prognóstico, prevenção e tratamento de manifestações do humano, incluindo as patológicas (doenças). Tal intervenção na área da saúde implica uma gama muito grande de possibilidades de ação, de comprometimento e responsabilibdade.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
CUIDE DO SEU SISTEMA IMUNOLÓGICO
O sistema imunológico inclui vários órgãos e glândulas que trabalham juntos para manter o organismo em equilíbrio. No período do inverno, geralmente, ocorre uma queda da imunidade e com isso há aumento da incidência de doenças como gripes e resfriados. A prevenção é a chave para a manutenção da saúde durante esta estação do ano.
As vitaminas, minerais e fitoquímicos presentes nos cereais integrais, legumes, verduras e frutas, se consumidos regularmente, podem estimular o sistema imunológico e nos proteger de gripes, resfriados e infecções comuns ao inverno.
A ingestão de líquidos é fundamental para o alívio dos sintomas.
Não se esqueça da prática regular de atividades físicas, que estimula o funcionamento do sistema imunológico deixando as pessoas mais resistentes a gripes e infecções.
Conheça os alimentos importantes na imunidade
Alho: fonte de aliina e alicina, substâncias de potente ação antioxidante, estimula a resposta imunológica, prevenindo as gripes comuns no inverno. Atua no combate a infecções e inflamações. Use amassado no feijão, sopas, em temperos de saladas ou se preferir, cápsulas de óleo de alho.
Chá verde e branco: ricos em catequina e epicatequina, poderosos antioxidantes que atuam no combate aos radicais livres. Possui ação imunoestimulante, fortalecendo o sistema imunológico. Pode ser consumido na forma de chá ou cápsulas.
Geléia Real: estimula o sistema imunológico e combate as infecções de vírus e bactérias. Encontrada in natura e em cápsulas.
Gengibre: é imunoestimulante, possui ação expectorante, reduz a inflamação e a dor. Com a raiz, faz-se os chás e em pó, pode ser adicionado em sucos e receitas diversas.
Mel: ação bactericida e anti-séptica. É um bom coadjuvante no tratamento de problemas pulmonares e da garganta. Contém substâncias, que agem como antibióticos naturais. Não deve ser fervido para que não perca suas propriedades. Pode ser consumido puro, em sucos, vitaminas, frutas.
Óleo de coco: rico em ácidos láurico e caprílico, o óleo de coco possui atividade antiviral e antibacteriana. Diversos estudos mostram seu efeito imunomodulador. Use em sucos, shakes, vitaminas ou como substituto da manteiga em pães.
Própolis: fonte de flavonóides que auxiliam no combate às doenças que atacam o homem. Atua como “Antibiótico Natural”. Eficaz em casos de inflamação e infecção na garganta, além de ajudar no combate a tosses.
Pólen: rico em proteínas, vitaminas e minerais que ajudam na formação de anticorpos, fortalecendo o sistema imunológico. É um alimento versátil, que pode ser consumido puro ou adicionado em diversos alimentos, como sucos, iogurtes, vitaminas, frutas saladas, no preparo de pães, bolos e cookies.
As vitaminas, minerais e fitoquímicos presentes nos cereais integrais, legumes, verduras e frutas, se consumidos regularmente, podem estimular o sistema imunológico e nos proteger de gripes, resfriados e infecções comuns ao inverno.
A ingestão de líquidos é fundamental para o alívio dos sintomas.
Não se esqueça da prática regular de atividades físicas, que estimula o funcionamento do sistema imunológico deixando as pessoas mais resistentes a gripes e infecções.
Conheça os alimentos importantes na imunidade
Alho: fonte de aliina e alicina, substâncias de potente ação antioxidante, estimula a resposta imunológica, prevenindo as gripes comuns no inverno. Atua no combate a infecções e inflamações. Use amassado no feijão, sopas, em temperos de saladas ou se preferir, cápsulas de óleo de alho.
Chá verde e branco: ricos em catequina e epicatequina, poderosos antioxidantes que atuam no combate aos radicais livres. Possui ação imunoestimulante, fortalecendo o sistema imunológico. Pode ser consumido na forma de chá ou cápsulas.
Geléia Real: estimula o sistema imunológico e combate as infecções de vírus e bactérias. Encontrada in natura e em cápsulas.
Gengibre: é imunoestimulante, possui ação expectorante, reduz a inflamação e a dor. Com a raiz, faz-se os chás e em pó, pode ser adicionado em sucos e receitas diversas.
Mel: ação bactericida e anti-séptica. É um bom coadjuvante no tratamento de problemas pulmonares e da garganta. Contém substâncias, que agem como antibióticos naturais. Não deve ser fervido para que não perca suas propriedades. Pode ser consumido puro, em sucos, vitaminas, frutas.
Óleo de coco: rico em ácidos láurico e caprílico, o óleo de coco possui atividade antiviral e antibacteriana. Diversos estudos mostram seu efeito imunomodulador. Use em sucos, shakes, vitaminas ou como substituto da manteiga em pães.
Própolis: fonte de flavonóides que auxiliam no combate às doenças que atacam o homem. Atua como “Antibiótico Natural”. Eficaz em casos de inflamação e infecção na garganta, além de ajudar no combate a tosses.
Pólen: rico em proteínas, vitaminas e minerais que ajudam na formação de anticorpos, fortalecendo o sistema imunológico. É um alimento versátil, que pode ser consumido puro ou adicionado em diversos alimentos, como sucos, iogurtes, vitaminas, frutas saladas, no preparo de pães, bolos e cookies.
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